quinta-feira, 13 de agosto de 2015

REPERCUTINDO ... POLÊMICAS DO 24º JOGO


Professor Cido escreveu:

Boa Noite

Para que serve o juíz?

Criamos/inventamos as regras porque partimos sempre do princípio de que jogaremos sempre sem juíz porque, convenhamos, não é tarefa das mais agradáveis apitar nossas peladas.

Quando temos um juíz estamos dando a ele o poder da livre interpretação. Nesse sentido, bola na mão ou mão na bola, impedimento ou não impedimento, bola na árvore ou não, deve ficar, ao meu ver, ao sabor da visão/intuição dos “barbas” para interpretarem, como acontece nos jogos que assistimos na televisão ou de corpo presente nas arenas da vida.

Será que estamos corretos ao colocarmos um juíz para decidir mas lhe tiramos a autoridade quando invertemos, ou tentamos, uma sua marcação porque não está de acordo com nossas regras? Se temos as nossas regras, para que juíz, então? As regras, basta tão somente que nós mesmos as apliquemos.

Os dois lances discutidos no sábado (o impedimento e a bola na árvore), talvez não nos lembramos mais, mas fora uma criação/invenção do próprio Barba que, tenho certeza, tem um critério de interpretação e nós, na mão grande, tentamos “roubar­-lhe” a patente argumentando que é a regra nossa.

Até.

Cido
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Anderson rebateu:

A interpretação sempre poderá existir, sem desconsiderar as regras do futebol, assim como os juízes fazem no profissional. Algumas regras são interpretativas e outras definitivas.

Vou dar exemplos:
Mão na bola ou bola na mão é interpretativo.
Goleiro pegar bola recuada com a mão é falta e é definitivo.
Falta (contato com o jogador) é interpretativo.
Falta marcada de solada na bola (quando não pega o jogador) deve ser cobrada em dois lances e é definitivo.
Tiro de meta a bola tem que sair da área e é definitivo.
Ter um jogador impedido ou não no lançamento é interpretativo.

Quanto às nossas poucas regras acrescidas das já existentes no futebol, não vejo problemas em mudá-las para interpretativas, desde que combinado antes. Bater na árvore, todo mundo para e ninguém discute. Seu Padilha tocar pra alguém estando em impedimento claro, todo mundo para e tbm ninguém discute. Mas a discussão começa quando acontece algo diferente do combinado. Ou seja, é só deixar estas duas regras definitivas como interpretativas. No sábado passado, tanto na árvore como no passe do seu Padilha, todo mundo parou e não foi pra discutir o lance e sim pra avisar o Barba que era só ele parar a jogada que ninguém ia abrir a boca para contestá-lo das marcações, afinal trata-se de duas regras definitivas.

Bem, resumindo, sabemos que grande parte dessas regras já existentes são interpretativas e algumas outras são definitivas, e todo juiz apitará sobre essa matriz de informação, então cabe a nós apenas definirmos como nossas exclusivas regras serão tratadas: como interpretativas ou definitivas.

Abs.,
Anderson


NR.: Gostaríamos de conhecer a opinião de mais alguns Amigos sobre estes assuntos ou quaisquer outros. Por enquanto, parabéns e muito obrigado ao Professor e ao Anderson. 

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