quinta-feira, 15 de março de 2018

23 ANOS JOGANDO NA ARENA DO BARRÃO DO BUTANTÃ

PARTE I :21 anos...

19 DE MARÇO DE 1995...




No dia 19 de março de 1995, após muitos meses de andanças por diversos campos (chegamos a jogar no campo do Parque Villa Lobos) principalmente nos da zona Oeste, onde a maioria reside, o Amigo Vito Ruy Dell'Erba, nosso glorioso "Padilha" assinou o compromisso para uso do campo nº 2 do CDM do Butantã. Na época, o papel foi DATILOGRAFADO pela dona Ana, que ainda trabalha na secretaria do Clube e continua a nos atender, sempre com a mesma atenção e gentileza.  O documento, oficial, foi encaminhado ao então Diretor do CDM sr.José O. Ximenes, responsável pelo Clube, que já nos deixou. Uma pessoa tão dedicada ao seu trabalho, que pediu e foi atendido, que suas cinzas fossem espalhadas neste aprazível canto do Clube, onde estão as enormes pedras que, permanentes, enfeitam, com as árvores, a lateral do nosso campo, no local onde realizamos nossas reuniões após cada jogo. Aprovado pelo sr.Ximenes, o Contrato passou a vigorar, sob a responsabilidade do Padilha.



No mês seguinte à assinatura do primeiro Contrato de Uso do campo 2 do CDM do Butanta, precisariamos nos organizar para a arrecadação do valor necessário para as despesas decorrentes da formação de um time de amigos. Assim, nosso amigo Athaide "Sadan", atualmente aposentado (como ele mesmo se define) fez a lista dos atletas que participavam e iniciaram o time, cobrando a mensalidade de R$ 10,00 de cada um. A lista, ao lado, também é histórica. Nela constam alguns amigos que não jogam mais conosco. Vamos apresentá-los, inclusive os que permanecem:
Sadan, seus filhos Cesar (recentemente foi para o México) e Betão (há meses na Austrália); Walter, ótimo sujeito, jogava bem, nos visitou há 2 ou 3 anos;  Professor que continua, e na época trazia seu irmão Beto que (craque também), perdeu uma das vistas e não pode mais jogar; Padilha que agora, aos 81 continua fazendo gols, iguais ao que fazia há 21 anos atrás; Maurão conosco e ainda levando o time nas costas; Joca bom de bola; Miro italianinho brigador, arretado, que foi cedo para o outro lado, vítima de atropelamento; Irineu cracão de bola, pai do nosso volante; Marcelo, este que continua conosco; Danilo outro chileno, canhoto muito bom de bola; Jorge Chile, velho, caidão, mas firme ainda, continua conosco; Chilinho era adolescente e já começava a vir com o pai Chilão; Marcão, japa xerifão, forte fisicamente e muito craque, tentou anos atrás, retornar conosco mas desistiu devido ao seu peso; Zé Maria, um regular mas dedicado atleta, Azaléia canhoto, lateral de pouca habilidade, com a saúde ruim, faz hemodiálise há muitos anos; Rodolpho continua desfilando seu excelente futebol e sua canhota; Ricardo boleiro, Duda atleta nortista, duro, muito forte, sabia jogar muito, levou seus 3 filhos também craques a jogar conosco, mudou-se para o nordeste onde, segundo noticias, dois dos filhos se profissionalizaram. Por fim, Hélio Japonês, um veterano já naquela época, que, mesmo não aprendendo a jogar, porém teimoso, continua ainda na turma, tentando.
Além dessa lista dos pagantes, o pessoal tinha do lado dos nomes, o demonstrativo do que foi gasto naquele primeiro mês: compra de uniforme e bola, doação de material (consistia em um valor "doado" mensalmente ao Clube para compra de materiais de limpeza e cal para demarcação das linhas do campo, corte da grama, etc.) .

FINAL DA PRIMEIRA PARTE. Continua na próxima atualização do Blog.

19 DE MARÇO DE 1995...




No dia 19 de março de 1995, após muitos meses de andanças por diversos campos (chegamos a jogar no campo do Parque Villa Lobos) principalmente nos da zona Oeste, onde a maioria reside, o Amigo Vito Ruy Dell'Erba, nosso glorioso "Padilha" assinou o compromisso para uso do campo nº 2 do CDM do Butantã. Na época, o papel foi DATILOGRAFADO pela dona Ana, que ainda trabalha na secretaria do Clube e continua a nos atender, sempre com a mesma atenção e gentileza.  O documento, oficial, foi encaminhado ao então Diretor do CDM sr.José O. Ximenes, responsável pelo Clube, que já nos deixou. Uma pessoa tão dedicada ao seu trabalho, que pediu e foi atendido, que suas cinzas fossem espalhadas neste aprazível canto do Clube, onde estão as enormes pedras que, permanentes, enfeitam, com as árvores, a lateral do nosso campo, no local onde realizamos nossas reuniões após cada jogo. Aprovado pelo sr.Ximenes, o Contrato passou a vigorar, sob a responsabilidade do Padilha.



No mês seguinte à assinatura do primeiro Contrato de Uso do campo 2 do CDM do Butanta, precisariamos nos organizar para a arrecadação do valor necessário para as despesas decorrentes da formação de um time de amigos. Assim, nosso amigo Athaide "Sadan", atualmente aposentado (como ele mesmo se define) fez a lista dos atletas que participavam e iniciaram o time, cobrando a mensalidade de R$ 10,00 de cada um. A lista, ao lado, também é histórica. Nela constam alguns amigos que não jogam mais conosco. Vamos apresentá-los, inclusive os que permanecem:
Sadan, seus filhos Cesar (recentemente foi para o México) e Betão (há meses na Austrália); Walter, ótimo sujeito, jogava bem, nos visitou há 2 ou 3 anos;  Professor que continua, e na época trazia seu irmão Beto que (craque também), perdeu uma das vistas e não pode mais jogar; Padilha que agora, aos 81 continua fazendo gols, iguais ao que fazia há 21 anos atrás; Maurão conosco e ainda levando o time nas costas; Joca bom de bola; Miro italianinho brigador, arretado, que foi cedo para o outro lado, vítima de atropelamento; Irineu cracão de bola, pai do nosso volante; Marcelo, este que continua conosco; Danilo outro chileno, canhoto muito bom de bola; Jorge Chile, velho, caidão, mas firme ainda, continua conosco; Chilinho era adolescente e já começava a vir com o pai Chilão; Marcão, japa xerifão, forte fisicamente e muito craque, tentou anos atrás, retornar conosco mas desistiu devido ao seu peso; Zé Maria, um regular mas dedicado atleta, Azaléia canhoto, lateral de pouca habilidade, com a saúde ruim, faz hemodiálise há muitos anos; Rodolpho continua desfilando seu excelente futebol e sua canhota; Ricardo boleiro, Duda atleta nortista, duro, muito forte, sabia jogar muito, levou seus 3 filhos também craques a jogar conosco, mudou-se para o nordeste onde, segundo noticias, dois dos filhos se profissionalizaram. Por fim, Hélio Japonês, um veterano já naquela época, que, mesmo não aprendendo a jogar, porém teimoso, continua ainda na turma, tentando.
Além dessa lista dos pagantes, o pessoal tinha do lado dos nomes, o demonstrativo do que foi gasto naquele primeiro mês: compra de uniforme e bola, doação de material (consistia em um valor "doado" mensalmente ao Clube para compra de materiais de limpeza e cal para demarcação das linhas do campo, corte da grama, etc.) .

FINAL DA PRIMEIRA PARTE. Continua na próxima atualização do Blog.

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