Outra vez
Outra vez saí de campo frustrado.
Perder dói, mas normalmente a forma como se perde é o pior.
O descontrole emocional, os gritos, os chutes em objetos inanimados e a reclamação constante são manifestações de alguém que não sabe como lidar com situações de impotência.
Afinal, o que fazer quando seus recursos técnicos são limitados e você depende dos seus colegas para vencer.
Quis Deus que eu não tivesse:
- a habilidade do Sérginho;
- a capacidade de lançar como o Carlão;
- a precisão de chute do Anderson;
- a velocidade do Luciano e do Bob Marley;
- a visão de jogo do Rodolpho;
- o faro de gol do Padilha;
- a versatilidade do Antônio;
- o jeito de transformar energia em resultado, como o Tomaz;
- a sabedoria do Professor;
- a experiência do Hélio e do Paulão;
- o amor pelos amigos do Maurão;
- a motivação de pegar no pé do Rodolpho como o Chile;
- a fé no impossível do Reginaldo;
- a tranquilidade do Sessé;
- o silêncio do Samuca;
- a resignação de jogar de zagueiro como o Doriva;
- a precisão no desarme do Deodoro;
- a força no chute do Rojas;
- a regularidade do Marcelo;
- o domínio do Daniel; e
- a paciência do Barba.
Certamente seria um jogador e amigo mais agradável nos jogos de sábado.
Pois quando alguém não estivesse bem, eu resolveria.
Infelizmente não sou.
Apenas a vontade de vencer não basta.
Correr o campo todo também não.
O pior é que se para alguns é apenas um jogo, para mim todo sábado é o jogo.
Até quando vocês aguentarão, eu não sei.
Mas posso garantir que por enquanto não penso em desistir.
Porque por mais contraditório que isso possa parecer,
sábado, entre 16 e 18 horas, é um dos momentos mais esperados da semana.
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