quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Primeiro jogo de 2015

Pareceu uma eternidade (para alguns, como eu), mas, neste sábado, dia 10 de janeiro de 2015 voltamos às atividades futebolísticas, ou seja, aos nossos jogos dos sábados à tarde, no campo 2 do CDM do Butantã.
Esperamos que este ano, de 2015, seja ainda melhor no relacionamento entre os AMIGOS. 


Maurão enviou as escalações (abaixo) deste primeiro jogo do ano, inclusive com os nomes dos convidados que compareceram e participaram, todos demonstrando muito boa vontade em continuar no time.


AMARELO            X                VERMELHO
RICARDO                                MAURO
RAFAEL                                  DEODORO
TIAGO                                     BETO
CHILE                                     CIDO
RODRIGO                               TADEU
SERGINHO                             DANIEL
CARLOS                                 EDU
PERES                                   PARAGUAI
ROJAS                                    EDUARDO
ARTUR                                    GILBERTO(HELIO)
PADILHA                                 SILVESTRE
HELIO

GOLS:
VERMELHO: DANIEL 1 ; PARAGUAI 1 = 2
AMARELO:    RODRIGO 1 ; TADEU CONTRA, MAS DADO PARA CARLOS 1 = 2

DESTAQUE
TODOS QUE COMPARECERAM E PRINCIPALMENTE TROUXERAM CONVIDADOS.
ARBITRAGEM: com a ausência do árbitro Barba e o número exato de atletas (onze para cada time) o jogo foi realizado sem juiz, mas não houve nenhum problema. 

COMENTÁRIO DO JOGO 
Por Rafael, da Redação:


JOGO INCANDESCENTE ABRE A TEMPORADA 2015
Depois de 3 finais de semana sem futebol por conta das festas de final de ano, os amigos voltaram à campo para a abertura da temporada 2015.

As condições do campo onde os jogos normalmente são disputados eram péssimas. A grama não foi cortada, haviam inúmeros formigueiros, inexistiam marcações e o terreno estava perigosamente acidentado.

Felizmente, o outro campo do clube, em melhores condições, estava disponível e lá foi disputada a primeira partida do ano.

Os corinthianos amigos Daniel e Carlos se encarregaram de montar os times, o que se revelou um grande desafio. Afinal, entre os presentes haviam 6 convidados:Eduardo, Arthur, Gilberto, Ricardo, Tadeu e Perez, sendo que o futebol dos quatro primeiros era totalmente desconhecido da maioria.

De qualquer maneira, superadas as dificuldades iniciais, os escolhidos do Daniel vestiram a camisa rubro-negra, enquanto os componentes do time do Carlos envergaram as camisas Douradas. Importante registrar que existe dentro do grupo uma enorme expectativa para a estreia das novas camisas.

Contudo, o maior desafio para a realização da partida foi clima. O dia estava ensolarado e no termômetro da Av. Corifeu de Azevedo Marquês marcava 35 graus. Para piorar não ventava e a formação das nuvens de chuva era lenta.

Ainda assim, por volta de 16:45 a bola começou a rolar.

Impressionantemente, muitos começaram a correr como se estivessem jogando com 20 graus de temperatura e em um dia nublado.

O time rubro-negro começou melhor e por meio de jogadas organizadas por seu quarteto fantástico (Silvestre  - Coisa, Edu - Tocha Humana, Tadeu-Senhor Fantástico e Daniel - Mulher invisível) dominou o meio campo. Consequentemente, as primeiras chances de gol foram todas do time do Daniel.

Por sua vez, o time montado por Carlos era ofensivamente inoperante. O meio de campo veterano tinha dificuldades para trabalhar a bola e o gigante centroavante Perez não estava em uma tarde feliz.

A sorte do time Dourado é que a  dupla de zaga Rafael e Rojas não brincava em serviço e, quando não dava conta, a pontaria do adversário colaborava.

Com 20 minutos de jogo, a valentia ou loucura daqueles que correram sem considerar os efeitos da condição climática cobrou seu preço. Começou uma sequência de abandonos de campo que obrigou o cerebral coordenador Maurão determinar uma parada para hidratação.

O breve descanso e a ingestão de líquidos fez bem aos jogadores e a dinâmica da partida melhorou.

O boliviano Paraguai abriu a contagem a favor do time Rubro-Negro. Em desvantagem, o time Dourado passou a ser mais ofensivo e desse modo terminou o primeiro tempo.

O time Dourado voltou com o gigante Perez no gol e o convidado Ricardo se colocando no meio campo.

A alteração fez muito bem ao time de Carlos que assumiu o domínio do jogo.

Rodrigo empatou para o time Dourado e a virada era iminente.

Para piorar a situação do time Rubro-Negro, seu atacante Gilberto derreteu e literalmente sumiu da partida.

Em uma bola alçada na área por Carlos, Tadeu tentou cortar, mas desequilibrado por um empurrão de Serginho Dick Vigarista, acabou fazendo contra.

Com o 2 x 1 e em desvantagem numérica, o veterano Hélio Nagado incorporou o time Rubro-Negro.

A mudança ajudou no restabelecimento do reequilíbrio da partida e as duas equipes passaram a criar excelentes oportunidades.

Em jogada muito bem trabalhada pelo Quarteto Fantástico, Daniel empatou.

Qualquer um dos times poderia vencer. Quem fosse mais competente nas conclusões, venceria o jogo.

No gol, Perez e Maurão seguidamente salvavam suas equipes.

Porém, para premiar o esforço de todos que enfrentaram o calor infernal, a partida terminou empatada em 2 x 2.

REUNIÃO APÓS O JOGO
Maurão agradeceu a presença de todos os AMIGOS e especialmente àqueles que trouxeram convidados, bons jogadores, e, o que mais importa, nos pareceram de ótimas índoles,  e que, assim sendo, gostaríamos de permanecessem no time. Também agradeceu aos convidados e disse que caso queiram, poderão voltar a jogar conosco, mas temos que levar em conta algumas "regrinhas" que o time considera importantes, por questão de justiça pela assiduidade e antiguidade.
Parabenizou a todos pelo ótimo comportamento de todos num jogo muito disputado e sem juiz. Lembrou de lances em que o próprio jogador acusou sua falta na hora.
Será marcada uma data para a estréia das duas novas camisas do time. Será marcada uma data em que todos possam comparecer, até aqueles no DM, pelo menos para aparecer nas fotos do evento. 
Finalizando, Maurão fez a cobrança das mensalidades nominalmente.
ANIVERSARIANTES DO MÊS (Janeiro)
Dia 18 nosso glorioso árbitro Barba fará 51 (Boa Ideia !!!)
Dia 26 o atleta Márcio fará 40 anos (começando os "enta"... agora vai !!!)
PARABÉNS AMIGOS !!!! TENHAM MUITOS E MUITOS ANOS JOGANDO CONOSCO NOS SÁBADOS À TARDE !!!!

sábado, 10 de janeiro de 2015

CONTOS DO RAFA - A cartomante

A Cartomante e o acompanhante da cliente
A Cartomante tem um dom, isso é inegável!
Capacidade de prever o futuro ou sabedoria na forma de escutar as pessoas, tendo bom senso nas sugestões de incentivo ou advertência sobre as escolhas de alguém com dúvidas, não será nesse mundo que vamos descobrir.
No início começou como uma brincadeira com as amigas. Porém, por alguma razão o que ela falava acabava acontecendo.
A separação do marido e a necessidade de criar dois filhos ainda pequenos levou a Cartomante a fazer da sua brincadeira um ofício.
As primeiras clientes foram amigas, depois as amigas das amigas e logo desconhecidos de todas as idades, profissões, crenças e grau de instrução passaram a se consultar com a Cartomante.
As sessões de atendimento eram realizadas na cozinha da casa. Apesar da simplicidade, não eram raros os dias em que a sala ficava cheia de clientes esperando por sua vez.
Diversificados também eram os questionamentos trazidos pelos clientes. Problemas no amor, negócios, conflitos familiares, cada pessoa trazia uma história e angústias que exigiam da Cartomante muito jogo de cintura.
Com o tempo e a experiência, a Cartomante se mostrou capaz de lidar com qualquer situação, mas mesmo assim o ser humano é sempre capaz de surpreender.
Em um dia de menor movimento toca a campainha. Ao atender a porta a Cartomante se depara com uma mulher de aproximadamente 30 anos, sozinha, que lhe dirigiu a palavra:
- Olá, boa tarde! Sou a cliente das 15:00 horas. Fui indicada pela Luíza, posso entrar?
A Cartomante anuiu, pediu que a cliente entrasse e quando foi fechar a porta ouviu:
- Ele pode entrar também?
A Cartomante estranhou a pergunta, voltou a olhar para a rua, não viu ninguém, mas mesmo sem entender, concordou com o pedido.
A cliente olhou para fora da casa e disse para uma rua vazia:
- Pode vir, ela deixou você entrar.
Como se tivesse uma pessoa ao lado, a cliente voltou a entrar na casa e aguardou instruções.
Após ser orientada a se dirigir para a cozinha, a cliente mais uma vez perguntou:
- Ele pode participar da sessão?
Mais uma vez a cartomante concordou, mas dessa vez tomou o cuidado de esperar a suposta pessoa entrar na cozinha e apontar ao “casal” duas cadeiras para que se acomodassem.
Durante a sessão, a cliente esclareceu que o marido havia falecido no ano anterior, mas, como eram muito apegados, ele não saía do seu lado.
Nada de mais estranho ocorreu e ao término da sessão a cliente falou:
- Muito obrigado pela sua atenção. Você foi extremamente atenciosa. Quanto devo?
Foi nesse momento que a Cartomante perguntou:
- Depende, quem vai me pagar, você ou ele?
Depois de alguns momentos em que parecia discutir com alguém, a cliente sorriu de forma acanhada e respondeu:
- Sou eu. Ele agora não paga mais nada! Pode uma coisa dessas?


Rafael Ferreira da Silva[1]






[1] O autor é casado e pai de uma adolescente, advogado em São Paulo e tem outros contos para compartilhar.

42º, O ÚLTIMO JOGO DE 2014

O último jogo do ano, dia 13 de dezembro foi ótimo, terminou em mais um empate, 3 a 3, e só conseguiu ser realizado graças a 6 ou 7 convidados que compareceram e jogaram completando 10 atletas em cada time.

Os times jogaram assim:

VERMELHO: Maurão, Paulão, Adalberto, Rodrigo, Daniel, Serginho, Thiago, Arlindo, Diego e Hélio.
Marcaram os gols: Rodrigo 2 e Thiago 1.

AMARELO: Lucas, Chile, Deodoro, Rafael, Marcelo, Carlão, Lucas, Kaká, Vitor e Padilha.
Marcaram os gols: Kaká 2 e Vitor 1.

DESTAQUE:  O destaque da tarde ficou com o Padilha, que levou 4 convidados e assim possibilitou a realização da partida.

ARBITRAGEM: Esteve por conta do excelente Barba, numa partida sem exigência de sua austeridade, apesar de um ter sido um jogo muito disputado.

COMENTÁRIO: Foi realmente um jogo duro, muito disputado e ressalte-se que o meia-atacante Serginho se dedicou totalmente ao seu time Vermelho, permanecendo como zagueiro o tempo todo, arriscando-se a ir ao ataque poucas vezes, só quando achava que sua defesa não correria risco. O jogo foi muito disputado, mas leal, sem lances em que o juiz Barba tivesse necessidade de demonstrar sua autoridade de maneira contundente.
Foi tão disputado mas leal, que o árbitro Barba considerando que um empate seria o resultado mais justo, esperou acontecer o empate para encerrar a partida. Foi o bom-senso prevalecendo, sem ser preciso exagero na prorrogação do tempo de jogo. Foi apenas 1 minuto a mais ou a menos. Valeu Barba!

REUNIÃO PÓS-JOGO
Maurão apenas agradeceu aos convidados, colocando que os que gostaram, podem continuar a comparecer, lembrando que, no entanto, que existem algumas "regrinhas" que devem ser obedecidas.
Fez a cobrança nominal dos atrasados com o pagamento das mensalidades.
Desejou a todos e suas família um Natal Muito Feliz e um Ano Novo de muita saúde e alegrias.

ANIVERSARIANTES DO MÊS (Janeiro)
Dia 18 nosso glorioso árbitro Barba fará 51 (Boa Ideia !!!)
Dia 26 o atleta Márcio fará 40 anos (começando os "enta"... agora vai !!!)
PARABÉNS AMIGOS !!!! TENHAM MUITOS E MUITOS ANOS JOGANDO CONOSCO NOS SÁBADOS À TARDE !!!!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O LIMÃO: PREVINE E SALVA VIDAS

 LIMÃO CONGELADO

10.000 VEZES MAIS FORTE QUE A QUIMIOTERAPIA.

Muitos profissionais em restaurantes, além de nutricionistas estão usando ou consumindo o limão inteiro , em que nada é desperdiçado.
Como você pode usar o limão inteiro sem desperdício?
Simples... Lave bem e coloque o limão na seção do freezer de sua geladeira. Uma vez que o limão esteja congelado, use seu ralador e o limão inteiro (sem necessidade de descascá-lo) e polvilhe-o em cima de seus alimentos.
Polvilhe-o em suas bebidas, vinho, saladas, sorvete, sopa, macarrão, molho de macarrão, arroz, sushi....  Todos os alimentos inesperadamente terão um gosto maravilhoso, algo que você talvez nunca tenha provado antes.
Provavelmente, você achava que só o suco de limão teria vitamina C. Bem, saiba que as cascas do limão contêm vitaminas 5 a 10 vezes mais do que o suco de limão propriamente dito. E, sim, isso é o que você vem desperdiçando. Mas de agora em diante, por seguir esse procedimento simples de congelar o limão inteiro e salpicá-lo em cima de seus pratos, você pode consumir todos os nutrientes e obter ainda mais saúde.
As cascas do limão são rejuvenescedoras da saúde na erradicação de elementos tóxicos do corpo. Ótimo!!! Os benefícios surpreendentes do limão! Limão (Citrus) é um produto milagroso para matar células cancerosas.
É 10.000 vezes mais forte do que a quimioterapia.
Por que não sabemos nada sobre isso? Porque existem laboratórios interessados em fazer uma versão sintética que lhes trará enormes lucros.
Seu sabor é agradável e não produz os efeitos horríveis da quimioterapia.
Quantas pessoas morrem enquanto esse segredo é mantido, para não pôr em perigo as grandes corporações multimilionárias?
Como sabem, a árvore do limão é conhecida por suas variedades de limões e limas.
Você pode comer as frutas de diferentes maneiras: a polpa, suco, preparando bebidas, sorvetes, bolos, etc...
A ele é creditado muitas virtudes, mas o mais interessante é o efeito que produz sobre cistos e tumores.
Essa planta é uma solução comprovada contra cancros de todos os tipos.
Alguns dizem que é muito útil para todas as variantes do cancro ..
Ele é considerado também como um espectro antimicrobiano contra infecções por bactérias e fungos, eficaz contra parasitas internas e vermes, que regula a pressão de sangue, quando muito alto, e um antidepressivo , combatendo o estresse e distúrbios nervosos.
A fonte desta informação é fascinante: ela vem de uma das maiores fabricantes de drogas no mundo, diz que, após mais de 20 testes desde 1970, os extratos revelaram que: destrói as células malignas em 12 tipos de cancro, incluindo cólon, mama, próstata, pulmão e pâncreas...
Os compostos dessa árvore mostraram-se 10.000 vezes melhores do que o produto Adriamycin, uma droga normalmente utilizada como quimioterápico no mundo, retardando o crescimento das células cancerosas.
E o que é ainda mais surpreendente: este tipo de terapia com extrato de limão apenas destrói células de câncer maligno e não afeta as células saudáveis.
Antes tarde do que nunca!

Mais uma ótima colaboração para o nosso blog, do AMIGO Professor Cido.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

CONTOS DO RAFA - Rogério e Marta

Rogério e Marta
Sentado em um banco que ficava próximo de uma das salas de audiência, Rogério olhava para o nada. Tentava entender como as coisas haviam chegado naquele ponto.
Rogério conheceu Marta ainda muito jovem. Ela veio de outra cidade, de um estado bem distante, junto com a família que havia se mudado como consequência de uma transferência do trabalho do pai.
Por causa do sotaque carregado e o biótipo incomum para aquela região do país, Marta era motivo de chacota entre os colegas da escola e não conseguiu se enturmar, optando por se isolar na maior parte do tempo.
Diferente dos outros meninos, justamente eram as diferenças de Marta que encantavam Rogério.
Um dia, na hora do intervalo, Rogério venceu a timidez e finalmente se aproximou de Marta, iniciando uma conversa da seguinte forma:
- Deve ser difícil vir para um lugar que não conhece ninguém! Não consigo imaginar sair daqui e ficar distante dos meus amigos. Pior ainda se fosse discriminado e alvo de gozação como está acontecendo com você.
Um pouco desconfiada, de um modo seco Marta respondeu:
- Realmente não é fácil. Você também vai zoar comigo?
Ciente de que a rispidez de sua interlocutora era o resultado dos dias de hostilidade, Rogério respirou fundo, olhou bem fundo nos olhos de Marta, sorriu, estendeu a mão e disse:
- Não precisa ser mais assim. Meu nome é Rogério e gostaria de ser seu amigo. Se depender de mim você nunca mais ficará sozinha.
Desconcertada, Marta retribuiu o sorriso e o cumprimento que selava o nascimento uma nova amizade.
A partir daquele dia Marta e Rogério estavam sempre juntos. Onde um era encontrado, o outro também estava.
Foi questão de tempo para que amizade evoluísse para um namoro.
No novo estágio da relação algumas características pessoais de cada um passaram a incomodar o outro. Marta era insegura, desconfiada, ciumenta e possessiva. Por sua vez, Rogério era teimoso, orgulhoso, irritadiço e inconsequente.
Consequentemente, o namoro era marcado por desentendimentos acalorados. Porém, como se gostavam muito, passada a raiva do momento, o casal se reconciliava e seguiu firme rumo ao casamento que acabou acontecendo poucos anos depois.
O início da união foi mágico. Os pombinhos tornaram-se perfeitos aos olhos do outro e nada parecia incomodar. As viagens que fizeram juntos e a ascensão profissional de cada um colaborou bastante para o período de bonança, mas certamente o exercício da tolerância e compreensão tornava tudo mais fácil.
A tormenta começou quando Marta retornou de licença maternidade após o nascimento do segundo filho do casal. A empresa onde Marta trabalhava a demitiu e ela não conseguia uma nova colocação no mercado.
Sem o aporte financeiro de Marta, Rogério procurou um emprego que pagasse mais e acabou conseguindo uma vaga na área comercial de conceituada empresa. O problema é que a nova função exigia que Rogério fizesse constantes viagens.
As ausências do marido e o desgaste da atenção exclusiva dedicada para duas crianças pequenas despertaram o que havia de pior em Marta. Nas horas que estava em casa, Rogério era atormentado por cobranças e insinuações de que mantinha casos extraconjugais. Por outro lado, Rogério não cooperava, reagindo com sarcasmo e agressividade.
A gota d´água ocorreu quando em um determinado dia, no auge da fúria, Rogério afirmou:
- Essa casa virou o inferno e você é o diabo gordo que o comanda!
Assim que percebeu a besteira, Rogério parou de falar e enquanto pensava em como consertar o estrago foi atingido no rosto por um tabefe e ouviu de Marta:
- Saia dessa casa e não volte nunca mais!
O desejo de Marta foi atendido.
Rogério via os filhos na casa dos pais, evitando todo e qualquer contato com Marta. Nas poucas vezes que isso acontecia, o ódio, ressentimento e egoísmo que explodiram no fatídico dia vinham à tona e uma nova discussão se iniciava.
Diante desse quadro, não houve surpresa quando o oficial de justiça entregou o mandado de citação com o divórcio requerido por Marta.
Então Rogério estava no Fórum para audiência.
Abatida, Marta estava no mesmo ambiente, alguns metros distante, amparada por uma advogada.
O casal foi chamado e se assentou na sala de audiência. Estavam de frente um para o outro. O Juiz estava em uma mesa um pouco mais elevada e acima dele, pregado na parede, havia uma placa.
Para evitar olhar para Marta, Rogério leu a placa que continha os seguintes dizeres:
“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus próprios interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra na injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (I Coríntios 13:4-7)
Rogério estava perdido em pensamentos quando ouviu o Juiz lhe falar:
- Sr. Rogério, por favor, preste atenção! A situação aqui é muito séria. Vocês estão prestes sacramentar o término do casamento de vocês. Existe alguma possibilidade de reconciliação?
Despertado do transe, Rogério encarou Marta com firmeza e disse:
- Eu não cumpri minha promessa! Deixei você sozinha! Fui estúpido e não entendi o que você estava passando. Descobri que amor não é um sentimento, mas uma escolha que fazemos diariamente, independentemente das circunstâncias. Me perdoe! Quero voltar para você! Quero a minha família comigo!
 Chorando, Marta levantou da mesa e abraçou o marido.
Atualmente, Marta trabalha de casa e Rogério mudou para outro emprego, que não exige tanto tempo fora de casa. Ainda brigam de vez em quando, mas continuam juntos e felizes.
Rafael Ferreira da Silva[1]



[1] O autor é casado e pai de uma menina, advogado em São Paulo e tem outros contos para compartilhar.

41º Jogo do Ano, 06/12/2014, 5 a 5

Um ótimo jogo, um empate justo, uma partida que quase - novamente - não foi realizada por falta de jogadores. Alguns bastante atrasados, mas chegaram e o jogo pode ser realizado.
Com a ausência do seu mano Antonio, Tomaz escalou assim os 2 times:

Time Amarelo: Barba no gol, Cido, Chilinho, Deodoro, Cvdd Paraguayo, Padilha, Paulo e Rodriguinho.
Os 5 gols foram marcados por: Anderson 3 e Chilinho 2.

Time Vermelho: Maurão no gol, Hélio, Doriva, Daniel, Convidado, Otávio, Rojas e Tomaz.
Os 5 gols foram marcados por: Tomaz 2, Daniel 1, Otávio 1 e Hélio 1.

ARBITRAGEM
O jogo foi realizado SEM JUIZ, com o número mínimo de jogadores em cada equipe: goleiro e mais 7 na linha. Valeu o bom senso e a colaboração de todos para que não houvesse problemas durante a partida. Parabéns a todos!

COMENTÁRIO
Um ótimo jogo, um empate justo, uma partida que quase - novamente - não foi realizada por falta de jogadores. Alguns bastante atrasados, mas chegaram e o jogo pode ser realizado.

Aguardamos comentário dos AMIGOS sobre o jogo. Na próxima semana o comentarista oficial deste nosso Blog - o Rafa - estará de volta.

OCORRÊNCIA
Marcelo Mathias, contundido, esteve presente assistindo o jogo, demonstrando seu companheirismo.

PALESTRA APÓS O JOGO
Maurão parabenizou a todos pelo comparecimento, participação e colaboração no bom andamento da partida. 
Houve um pequeno debate sobre a realização ou não de um novo churrasco, e não se chegou a um consenso. Sobre a data de estreia das novas camisetas do time, nada ficou acertado. Maurão mostrou as novas camisetas já com os distintivos bordados de times italianos.
Fez a cobrança das mensalidades.
Avisou que o próximo jogo, dia 13, será o ÚLTIMO DO ANO.

DESTAQUE
Pelo seu gol, que decretou o empate, Hélio foi considerado o destaque do jogo, indicado pelo Maurão, que classificou o tento de golaço. Nem mesmo o próprio Hélio concordou com a indicação e os aplausos foram mínimos, desmerecidos. 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

CONTOS DO RAFAEL - A lição de Horácio

A lição de Horácio
Horácio começou a trabalhar em uma renomada multinacional muito jovem. Graças à dedicação aos estudos, comprometimento com as políticas da empresa, senso de responsabilidade e esforço imensurável no alcance das metas estabelecidas, teve uma carreira bem sucedida, chegando ao cargo de supervisor com relativa rapidez.
Todos os colegas gostavam de Horácio. Afinal, o rapaz nunca dizia não para ninguém, sacrificava sua vida pessoal para cumprir todas as tarefas o mais rápido possível e cuidava dos mínimos detalhes. Trabalho feito pelo Horário era certeza de qualidade e pontualidade.
Contudo, a carreira de Horácio estagnou. Ano após ano, inexplicavelmente, a promoção para a gerência não vinha.
Embora não aceitasse a situação muito bem, a princípio Horácio entendia que havia ascendido com muita velocidade e talvez precisasse de um tempo de amadurecimento para assumir novas responsabilidades. Algumas vezes chegou a cogitar a mudança de emprego, mas como gostava muito da empresa, não levou a ideia adiante.
Entretanto, em um determinado ano, Sueli, famosa na empresa por sua inteligência limitada, mas dona de um corpo estonteante, foi promovida à gerência e Horácio não. Aquilo foi a gota d’água! Revoltado e visivelmente exaltado, Horácio foi até a sala de Gérson, diretor do setor, para cobrar explicações:
- Qual é o problema comigo? Não existe qualquer crítica ao meu trabalho e eu não sou promovido! Agora até a Sueli é minha chefe.
Sentado em uma confortável cadeira de escritório, com os pés sobre a mesa e um sorriso cínico, Gérson respondeu:
- Você ainda não percebeu que os outros estão te usando? Você faz tudo e não recebe o crédito por nada. Precisa aprender a fazer política e arrumar uns trouxas que façam as coisas por você.
A vontade de Horácio era dar um soco na cara de Gérson e mandar a empresa para o inferno. Entretanto, após alguns segundos de reflexão, Horácio respirou fundo e respondeu:
- Pode deixar, entendi o que tenho de fazer.
Daquele dia em diante, Horácio virou outro dentro da empresa.
Dificilmente Horácio era visto em sua mesa. Normalmente estava na sala de algum diretor, isso quando não era na de um dos vice-presidentes. Virou mestre na arte de rir de piadas sem graças e ouvir histórias enfadonhas. Era o primeiro a elogiar as ideias de seus superiores hierárquicos, puxava os aplausos após a fala deles em palestras ou conferências e, quando alguém se apresentava como um opositor aos seus suseranos corporativos, Horácio se transformava em um advogado combativo dos mesmos.
Exceto se fosse para atender a seus objetivos pessoais ou fazer um favor para seus superiores hierárquicos, Horácio não ajudava mais ninguém dentro da empresa. Muitas vezes o pedido dos colegas não lhe custaria nada, mas se não houvesse uma vantagem corporativa, era o mesmo que solicitar para a parede.
Qualquer trabalho que estivesse sob a responsabilidade de Horácio, agora não era mais ele que fazia. Tudo era delegado aos subordinados. Mais do que nunca seus braços estavam tão curtos quanto do personagem homônimo de Maurício de Souza.
Quando o trabalho era elogiado e trazia bons resultados para a empresa, Horácio reivindicava os louros para si. Por outro lado, se algo dava errado, sempre havia um culpado que traiu a confiança que Horácio depositou nele e normalmente o infeliz era despedido.
Entre seus pares e subordinados, Horácio passou a ser odiado. Todavia, o marketing pessoal com os superiores funcionou e em menos de um ano da conversa que teve com Gérson, Horácio conseguiu uma dupla promoção.
A partir de então, Horácio passou a ter o mesmo status de Gérson na empresa.
Mensalmente os diretores e gerentes da empresa tinham que se reunir na sede que ficava no interior do estado. Os deslocamentos eram feito por meio de vans que comportavam 7 ou 8 pessoas.
Durante uma das viagens mensais, um carro estava parado atravessado no meio da estrada, aparentemente por conta de um atropelamento. O motorista da van parou e desceu com o objetivo de ajudar. O problema é que ele voltou acompanhado de um sujeito que portava um revolver e assim falou quando a porta foi aberta:
- Pelo visto hoje é meu dia de sorte! Um bando de engravatado dando sopa. Vamos lá! Comecem a passar tudo de valor.
Todos estavam paralisados pelo medo e por um momento ninguém reagiu.
Aproveitando a oportunidade Horácio começou a dizer:
- Acelera pessoal! O rapaz não tem o dia todo. Vamos entregar logo as carteiras, alianças e celulares.
Atônito, o ladrão somente olhava e Horácio insistia:
- Que moleza é essa galera? Temos que ser rápidos. Ô motorista, não fica só olhando não, ajuda a recolher as coisas.
Certamente movido pelo hábito de obedecer, o motorista passou a pegar cada um dos itens que eram entregues pelos passageiros e os colocava em uma sacola.
Assim que o motorista terminou Horácio conferiu a sacola e disse:
- Poxa Gérson! Você não colocou o tablet aqui. Depois o moço percebe, fica bravo e dá um tiro na gente.
Contrariado, Gérson retirou o tablet que havia escondido embaixo do banco e o colocou na sacola.
Horácio pegou a sacola e a entregou para o ladrão dizendo:
- Olha, dei uma conferida e não faltou nada. Vai nessa irmão e não fica vacilando senão os “homi” te pega.
Depois de dizer obrigado, o ladrão pegou a sacola e fugiu com o comparsa que o esperava.
O grupo da van estava desolado. Enquanto prosseguiam com a viagem faziam o inventário de tudo que haviam perdido. Nesse instante Gérson perguntou para Horácio:
- O que o ladrão levou de você?
Horácio respondeu:
- Nada!
Indignado, Gérson indagou:
- Como assim nada?
Foi quando Horácio respondeu:
- Apliquei uma lição que um sujeito que você conhece bem me ensinou. Bajulei aquele que estava no comando, resguardei meus interesses e fiz o que ele queria usando uns trouxas que estavam à disposição.

Rafael Ferreira da Silva[1]






[1] O autor é casado e pai de uma menina, advogado em São Paulo e tem outros contos para compartilhar.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

40º Jogo do Ano, 29.11.2014, 9 a 4

Depois de uma semana com muita chuva, realizamos nossa diversão preferida com o campo em bom estado  (quase, praticamente normal). Os técnicos-capitães escalaram os times assim:

Time Vermelho 9, do Antonio, VENCEDOR: Serginho no gol, Antonio, Paulão,  Marcelo,  Otávio, Rojas, Vinício, Hélio e Edú.
Marcaram os gols: Otávio 5, Vinício 3 e Edú 1

Time Amarelo 4, do Tomaz, perdeu com: Barba no gol, Maurão, Chile, Samuca, Tomaz, Daniel, Carlão, Rod Marley e Padilha.
Marcaram os gols: Tomaz 2 e Dor Marley 2

ARBITRAGEM: 
Como nosso árbitro Barba TEVE que colaborar completando um time, jogamos sem juiz,.Porém, felizmente, não houve tumulto, também graças à ausência de alguns atletas que costumeiramente provocam grandes tumultos, desrespeito ao colega que apita, discussões desgastantes e desnecessárias.

COMENTÁRIO:
Aproveitando o espaço, mais uma vez, um  desabafo da Redação:
Lamentávelmente, o jogo quase não foi realizado por falta de quorum, que SEMPRE significa que houve ausência de AMIGOS que não compareceram, embora tenham afirmado sua presença. Isto, como sempre, significa uma falta de comprometimento, de consideração com os demais que comparecem e muitas vezes voltam para casa (distante muitas vezes ... ou não) frustrados e muito chateados com esses AMIGOS que o fizeram se deslocar até o campo e voltaram sem jogar seu futebol dos sábados à tarde.
NR.:Um comentário do jogo poderá ser enviado por qualquer um dos atletas-AMIGOS presentes ao jogo, que será publicado. Nosso redator de COMENTÁRIO, Rafael, estará de volta no próximo jogo.

REUNIÃO APÓS O JOGO
Maurão criticou as muitas ausências que quase não permitiram a realização do jogo, mas atribuiu isso a uma COINCIDÊNCIA de motivos, de fatos. 
A data da nova churrascada deverá ser confirmada no próximo sábado, como também a estréia das novas camisetas do time.

DESTAQUES
O jogo só foi realizado devido à colaboração do Serginho, que ainda machucado foi ao campo apenas para assistir e do Barba que também ainda sem condições de jogo iria colaborar, como sempre, apitando.
Portanto Serginho e Barba, numa homenagem pela valiosa colaboração e como agradecimento de todos que lá estavam, foram aplaudidos muito merecidamente como os destaques do jogo. Muito obrigado a ambos. Sem a colaboração, consideração deles pelos AMIGOS, teríamos voltado pra casa sem jogar!

ANIVERSARIANTES DO MÊS (DEZEMBRO)
Renato, completou 71 no dia 1º .
Chile, fará 64 dia 7.
Hélio, fará 67 dia 18.
Rafael, fará 38 dia 22.
Beto, fará 34 dia 26.

PARABÉNS A TODOS, QUE PERMANEÇAM POR MUITOS ANOS, COM MUITA SAÚDE NO TIME, AMIGOS!






segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Contos do Rafael - A CHANCE

A chance
Os adolescentes Tércio e Luciano se conheciam desde pequenos. Moravam próximos, estudavam na mesma escola e tinham os mesmos amigos. Eram tão próximos que quando um decidiu trabalhar o outro fez o que pode para conseguir uma vaga no mesmo lugar como mensageiro.
Um dia aconteceu de fazerem trabalhos externos juntos. Como tinham afinidade, houve mútua cooperação e as tarefas acabaram concluídas com êxito bem antes do programado. Sabendo que se voltassem para empresa cedo receberiam novas tarefas para aquele dia, decidiram matar tempo no Shopping Center existente no bairro.
Depois de mais de uma hora zanzando pelo Shopping Center e ainda com tempo sobrando, Luciano sugeriu para Tércio:
- O que você acha de roubarmos algumas coisinhas no supermercado? O pessoal da rua disse que é moleza!
Receoso, Tércio resistiu à ideia:
- Sei não. Vai que nos pegam!
Luciano insistiu:
- Deixa de ser bundão! Todo mundo faz isso e nunca deu problema. Só nós dois estamos pagando por coisas que a galera consegue de graça.
No final a dupla decidiu se arriscar.
Realmente furtar naquele supermercado parecia fácil. Nenhum sinal de câmeras de vigilância, poucos funcionários e vários pontos escondidos para ajeitar os itens escolhidos dentro das calças e dos casacos.
Os malandrões,que no início da empreitada criminosa pareciam cabos de vassoura vestidos, saíram do supermercado recheados e confiantes. Tinha sido tão fácil que já planejavam o retorno no futuro.
Caminhando para a saída, mas ainda no estacionamento do supermercado, um rapaz que aparentava a mesma idade dos espertões se aproximou e disse:
- Poxa, vocês fizeram a festa! E se eu os dedurasse para a segurança.
Embora assustado, Luciano sussurrou:
- Ei, fala baixo! Não precisa disso não. A gente pode dividir.
O candidato a delator sorriu e gritou olhando um pouco atrás de onde estava a dupla:
- Vocês viram isso? O cara está tentando me subornar!
Tércio e Luciano estavam cercados por seguranças do supermercado e não tinham como fugir. Foram conduzidos até um senhor grisalho, aparentemente chefe da segurança, que determinou que colocassem sobre a mesa tudo o que tivessem surrupiado. Chocolates, balas, salgadinhos, CDs, pilhas ecamisinhas encheram o espaço indicado, enquanto o senhor grisalho balançava a cabeça em tom de reprovação.
Após terminarem de devolver o que haviam furtado, Tércio e Luciano foram trancados em uma sala sem janelas, abafada e mal iluminada, onde, segundo os seguranças, aguardariam a chegada da polícia.
Com os olhos arregalados, batimento cardíaco acelerado e sudorese intensa, os fracassados gatunos viviam a angústia da espera e o desenrolar das consequências da péssima ideia levada a cabo.
O tempo parecia se arrastar.
De repente, a porta abre e um segurança entra para pegar alguma coisa no armário que havia na sala. Antes de sair o referidosegurança olhou para os rapazese escarneceu:
- Vocês são menores de idade, não é mesmo? Então vão parar em uma instituição correcional. Com esse físico de chassi de grilo acabarão como mocinhas dos malandros que estão presos lá.
O desespero da dupla aumentou. Luciano, que gostava de fazer troça com a irmã que era crente, tinha se ajoelhado, juntou as mãos e rezava. Tércio chorava compulsivamente.
Pouco depois a porta abriu novamente e todos os seguranças com quem tinham tido contato entraram.Com cara de poucos amigos, o senhor grisalho olhou feio para os gatunos fracassados e disse:
- O carro da polícia chegou cheio de marginais e só tem lugar para mais um. Decidimos que vocês terão que disputar um braço de ferro. O derrotado acompanha a polícia e deixamos o vencedor ir embora.
Embora perplexos com a situação, os amigos concluíram que aquela era oportunidade de um deles se livrarem da enrascada que se meteram e não tiveram dúvidas em aceitar a oferta.
O medo aumentou a força dos dois frangotes. Quando um conseguia empurrar a mão do outro perto da mesa, uma reação improvável ocorria e o equilíbrio se restabelecia. Porém, quando ambos já estavam esgotados, Tércio conseguiu superar o momento de fraqueza e venceu a disputa.
Logo após a derrota Luciano começou a tremer e implorar por clemência, enquanto Tércio desfrutava de uma sensação de alívio que jamais havia experimentado, embora estivesse arrasado pelo futuro reservado ao amigo.
Os seguranças davam gargalhadas, exceto pelo senhor de cabelo grisalho que se aproximou e disse:
- Não tem nenhum carro de polícia lá fora! Embora vocês sejam dois imbecis, decidi dar uma chance para que pensem na bobagem que fizeram. Espero que tenham aprendido a lição e que nunca mais voltem a fazer algo parecido. Sumam daqui! Nunca mais quero vê-los neste supermercado.
Os amigos voltaram em silêncio para o trabalho e jamais falaram sobre o que aconteceu naquela tarde.
Meses depois Luciano mudou para outro bairro e pediu demissão da empresa. Não partilhavam mais o mesmo círculo de amizades e aos poucos foram se distanciando até perderem contato.
Anos depois, Tércio, então Promotor Público, ao examinar um inquérito policial, lembrou daquela fatídica tarde e começou a chorar. Nos autos do processo constava que Luciano havia sido morto no acerto de contas de uma quadrilha de ladrões de banco.
Um aproveitou a chance, infelizmente o outro não.

Rafael Ferreira da Silva[1]






[1]O autor é casado e pai de uma menina, advogado em São Paulo e tem outros contos para compartilhar.

COMENTÁRIO DO JOGO - 39º DE 2014

TOMAS SAI NA FRENTE DE ANTONIO NO NOVO CONFRONTO DE CAPITÃES DO NOVEMBRO AZUL 
(por Rafael, da Redação do Blog)

O dia 22 de novembro marcou o início de uma nova disputa de capitães.

Os responsáveis por dividir os times passaram a ser Tomas e Antonio.

E o primeiro embate foi muito interessante!

Aparentemente o time Amarelo de Tomas era tecnicamente inferior ao rubro-negro de Antonio.

Afinal, o time de Antonio contava com a criatividade do craque Carlão e o poder ofensivo do mortal Rodrigo Bob Marley, enquanto o time Amarelo apostava na juventude de parte do elenco, dependendo do cerebral Marcelo Mathias que tinha como referência de ataque o eterno contundido Anderson.

Porém, quando a bola rolou, para azar de Antonio, a suposta superioridade técnica de seu time não veio à tona.

Logo de cara, o estreante Magalhães falhou em um domínio de bola e Rodrigo não perdoou. 1 x 0 Amarelo.

Em seguida, Professor deu um passe curto, Anderson interceptou a bola, e, chutando de longe, ampliou a vantagem do Amarelo.

O time rubro-negro mantinha a posse de bola, mas não conseguia traduzir o domínio em gols.

Curiosamente, o primeiro gol do time de Antonio saiu de um cabeçada despretensiosa do individualista Samuca.

Quando o empate parecia encaminhado, por meio de falta cobrada pelo polivalente Silvestre, o time de Tomas ampliou a vantagem, 3 x 1.

Rodrigo Bob Marley, duas vezes, primeiro com um gol espírita e depois arrematando belo lançamento de Carlos, finalmente estabeleceu a igualdade que parecia inevitável.

Entretanto, em outra falha da zaga rubro-negra, o time Amarelo voltou a ficar em vantagem e terminou o primeiro tempo vitorioso, com gol de cabeça do boliviano Francisco.

O time de Antonio voltou decidido a mudar a história da partida.

Durante o início da segunda etapa praticamente somente a equipe rubro-negra jogava.

Porém, o time de Antonio estava nervoso e errava demais.

Em um contra-ataque, o zagueiro Rojas avançou e perdeu uma chance preciosa para o time de Tomas.

O desperdício da chance foi penalizado com o empate.

A disputa acirrou os ânimos e qualquer lance era motivo para pedidos de falta e intermináveis falatórios.

A equipe rubro-negra perdia um gol atrás do outro, seus jogadores discutiam entre si e Samuca resolveu jogar do jeito que bem entendia, sem qualquer respeito ao planejamento tático estabelecido por Antonio.

Por sua vez, os jogadores do time Amarelo, aproveitando o melhor que cada um poderia oferecer, tirou vantagem da bagunça e conseguiu marcar mais gols 2 gols.

Perdendo de 6 x 4 e restando poucos minutos para o término da partida, o time de Antonio se lançou ao ataque, mas o dia não era favorável aos jogadores rubro-negros. O gol de cabeça perdido por Otávio, embaixo da baliza, simboliza a ineficácia não apenas dele, como a de todos os companheiros.

Antes do final o time Amarelo sacramentou a vitória com mais dois tentos.

AMIGOS: enviem seus comentários, concordando, discordando, acrescentando.