segunda-feira, 10 de novembro de 2014

COMENTÁRIO DO JOGO: As duas versões do Rafael

PRÓLOGO 
Da redação.
Muito interessante esta demonstração de como existem interesses pessoais, políticos e outros, que levam jornalistas e comentaristas em geral,  a puxarem "a sardinha pra sua brasa" usando até uma certa violência na maneira de se expressar. Neste Blog, sempre peço que AMIGOS dos dois times que jogaram no último sábado, enviem seu comentário sobre como viram sua vitória ou sua derrota. Isso, sem dúvida, poderia levantar polêmicas, o que eu consideraria bastante saudável para animar e mexer com nosso grupo. O Rafael conseguiu realizar dois comentários bem antagônicos, como se fossem enviados por adversários na partida. Escreve de modo exagerado sobre alguns fatos e atletas, mas tudo muito bem bolado, criativo, dentro do contexto a que se propôs, isto é, mostrar a dedicação irrestrita, imensurável, de um sujeito em relação a um líder, a um time, partido, corporação, etc. mesmo que, claramente esteja demonstrando mais paixão do que sinceridade, bom senso e honestidade, 
Por isso resolvi publicar as duas versões, nesta matéria à parte:

Vamos ao texto, na íntegra, do Rafa:
Imagino que todos têm consciência que um determinado fato pode ser narrado de diversas maneiras. Tudo depende da perspectiva e motivação de quem narra a história.

Atualmente temos à disposição os mais variados meios de informação (televisão, rádio, internet, jornais, revistas, etc...) que repercutem os mesmos fatos de formas muito diferentes. Um determinado assunto é tratado de um jeito na Veja e de outro na Carta Capital. A Folha de São Paulo segue uma linha editorial e o Estado de São Paulo outra bem diferente.

No meio jornalístico existe uma piada que reflete isso.
Uma vez um editor chegou para um repórter e lhe deu o seguinte comando:
- Quero que você escreva uma matéria sobre o Natal.
E o repórter perguntou:
- A favor ou contra?

Portanto, quando forem ler sobre qualquer assunto, procurem saber quais são as convicções e com o que o escritor está comprometido. Procurem não assimilar a informação sem antes fazer um juízo crítico.

Para dar um exemplo do que estou expondo, dessa vez farei dois comentários sobre o jogo do último sábado. O primeiro adotará uma visão pró-Rodolpho e a outra uma linha contra-Rodolpho.

O grupo pode escolher se publicamos um dos comentários, os dois ou nenhum.

O Hélio determinará quando publicará a versão vencedora no blog.

Espero que se divirtam.

Um abraço,

Rafael
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Versão 1 - Pró Rodolpho

PREJUDICADO PELA ARBITRAGEM E NA FORMAÇÃO DOS TIMES, RODOLPHO SOFRE SUA SEGUNDA DERROTA NO CONFRONTO CONTRA MARCELO

Embora tenha feito um esforço hercúleo para jogar no último sábado, o capitão Rodolpho deveria ter seguido o seu plano inicial e vindo participar apenas do churrasco.

Afinal, um dos mais ilustres integrantes do grupo foi vítima de uma ardilosa armação arquitetada pelo seu maquiavélico adversário Marcelo.

A sacanagem começou desde a formação dos times.
Contando com o apoio de uma raposa que chegou vestida com a camisa do New Castle, Marcelo escolheu para si os melhores jogadores de cada posição, deixando para Rodolpho o que havia de pior como o parasita Anderson, o supervalorizado Edu, o falador Tomas, o ineficiente Doriva e o enganador Rodrigo.

O resultado de tamanho desiquilíbrio ficou evidente logo no começo do jogo, uma vez que o time de Marcelo abriu 2 x 0.

Para piorar, o tendencioso árbitro Barba, com a ajuda dos outros integrantes da quadrilha Bruno e Cido, fizeram de tudo para conter qualquer chance de reação do time do Rodolpho. Toda a progressão de ataque do time rubro-negro era contida com faltas e impedimentos inexistentes. Não bastasse a roubalheira, os integrantes da equipe de arbitragem ainda orientavam o time que vestia as camisas douradas. Do jeito que estava só faltou o próprio Barba chutar uma bola contra o gol do time de Rodolpho.

Apesar de ter tudo contra si, o valente Rodolpho liderou sua horda de incompetentes para uma heroica reação e o primeiro tempo terminou empatado em 2 x 2.

No intervalo, quando o indomável Samuca entraria no lugar do Maurão e o equilíbrio dos times poderia ser finalmente estabelecido com algumas trocas, o capitão Marcelo humilhou Rodolpho ao lhe impor goela abaixo a manutenção dos times com estrutura inicialmente estabelecida.

Ainda que limitado técnica e fisicamente, o time de Rodolpho resistia bravamente ao ímpeto do adversário.

Como o time de Marcelo não conseguia furar o bloqueio defensivo do time rubro-negro, coube ao gatuno Barba resolver o problema. Um penalti inexistente foi marcado. O zagueiro da lenga-lenga bateu e fez. Também era fácil, ainda que errasse era certo que a arbitragem mandaria voltar.

Um pouco depois, com a arbitragem ignorando uma falta de ataque ocorrida no início do lance, o time de Marcelo ampliou a vantagem para 4 x 2.

Mesmo que isso fosse o mesmo que dar murro em ponta de faca, o time de Rodolpho lutou para ao menos conseguir um empate. Conseguiu diminuir a diferença com o oportunismo de Padilha e quando tudo indicava que um milagre iria acontecer, misteriosamente a bola sumiu para esfriar o ímpeto da reação. Posteriormente, os repórteres desse informativo tiveram conhecimento que Marcelo havia dado dinheiro para que meninos dentro do clube escondessem a bola por um tempo.

Embora a partida tenha ficado parada por vários minutos, Barba não quis dar chance para o azar, dando acréscimos mínimos antes de encerrar a partida.

Assim, dentro dessa disputa de cartas marcadas do mês de novembro, Marcelo tem agora duas vitórias sobre Rodolpho.
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Versão 2 - Contra Rodolpho

A ANTIPATIA PERDE MAIS UMA VEZ! 
MARCELO CONQUISTA SUA SEGUNDA VITÓRIA.

Com a expectativa da realização do churrasco e com o quórum completo, o jogo do último sábado tinha tudo para ser agradável e bem disputado, ainda mais porque o antipático e reclamão Rodolpho havia anunciado que não poderia jogar.

Porém, para infelicidade da maioria, o chato Rodolpho não honrou sua palavra e acabou aparecendo para fazer parte da partida.

Como nunca chega no horário, a capitão Marcelo, com a ajuda do craque Carlão, teve que quebrar a cabeça para conseguir montar dois times equilibrados. Apesar da dificuldade decorrente da presença de jogadores com características muito diferentes, além de alguns rostos novos, Marcelo fez um ótimo trabalho.

O sujeitinho desagradável que liderou o time rubro-negro até tentou protestar, como sempre faz, porém era inegável que existia uma equivalência na equipes.

Afinal, o chorão Rodolpho tinha no seu time o mortífero Anderson, o polivalente Edu, o dínamo Tomas, a parede defensiva Doriva e o rápido Rodrigo.

Embora o time dourado tenha conseguido abrir 2 x 0 no início do jogo, o equilíbrio dos times logo se traduziu no placar tanto que o primeiro tempo terminou 2 x 2.

Seguindo sua linha de transferência de responsabilidade quando está perdendo, Rodolpho passou a protestar contra as marcações da arbitragem. Porém, as reclamações não tinham qualquer sentido, uma vez que a equipe composta de três ilustres integrantes, Barba, Cido e Bruno, tinham um atuação irretocável.

No intervalo, muito sabiamente Marcelo resistiu à tentativa do Dick Vigarista Rodolpho de mudar a estrutura dos times, assegurando que Samuca entrasse no lugar de Maurão no time dourado.

A partida seguiu equilibrada no segundo tempo e estava claro que seriam os detalhes que a decidiriam.

Em uma escapada rápida pela ponta esquerda Rodrigo Bob Marley sofreu penalti indiscutível. O zagueiro Rafael converteu na cobrança. Um pouco depois, aproveitando um contra-ataque, o time de Marcelo ampliou a vantagem para 4 x 2.

Ainda assim a partida seguiu equilibrada. O veterano Padilha, com muito oportunismo, diminuiu a diferença para o time do intragável Rodolpho.

Tudo poderia acontecer, porém Rodolpho, um mal perdedor descontrolado, propositalmente tirou a bola de campo, ciente de que ela demoraria para voltar. Assim, criou uma situação para justificar sua iminente derrota.

Ainda que com uma certa demora, a bola voltou (há quem diga que o crápula Rodolpho pagou para alguém esconder) e o restante do jogo foi disputado com muita emoção.

A partida foi encerrada e mais uma vitória foi assegurada pelo Marcelo. Rodolpho teve que engolir seu orgulho e arrogância e foi murcho participar do churrasco.

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