segunda-feira, 10 de novembro de 2014

COMENTÁRIO DO JOGO: As duas versões do Rafael

PRÓLOGO 
Da redação.
Muito interessante esta demonstração de como existem interesses pessoais, políticos e outros, que levam jornalistas e comentaristas em geral,  a puxarem "a sardinha pra sua brasa" usando até uma certa violência na maneira de se expressar. Neste Blog, sempre peço que AMIGOS dos dois times que jogaram no último sábado, enviem seu comentário sobre como viram sua vitória ou sua derrota. Isso, sem dúvida, poderia levantar polêmicas, o que eu consideraria bastante saudável para animar e mexer com nosso grupo. O Rafael conseguiu realizar dois comentários bem antagônicos, como se fossem enviados por adversários na partida. Escreve de modo exagerado sobre alguns fatos e atletas, mas tudo muito bem bolado, criativo, dentro do contexto a que se propôs, isto é, mostrar a dedicação irrestrita, imensurável, de um sujeito em relação a um líder, a um time, partido, corporação, etc. mesmo que, claramente esteja demonstrando mais paixão do que sinceridade, bom senso e honestidade, 
Por isso resolvi publicar as duas versões, nesta matéria à parte:

Vamos ao texto, na íntegra, do Rafa:
Imagino que todos têm consciência que um determinado fato pode ser narrado de diversas maneiras. Tudo depende da perspectiva e motivação de quem narra a história.

Atualmente temos à disposição os mais variados meios de informação (televisão, rádio, internet, jornais, revistas, etc...) que repercutem os mesmos fatos de formas muito diferentes. Um determinado assunto é tratado de um jeito na Veja e de outro na Carta Capital. A Folha de São Paulo segue uma linha editorial e o Estado de São Paulo outra bem diferente.

No meio jornalístico existe uma piada que reflete isso.
Uma vez um editor chegou para um repórter e lhe deu o seguinte comando:
- Quero que você escreva uma matéria sobre o Natal.
E o repórter perguntou:
- A favor ou contra?

Portanto, quando forem ler sobre qualquer assunto, procurem saber quais são as convicções e com o que o escritor está comprometido. Procurem não assimilar a informação sem antes fazer um juízo crítico.

Para dar um exemplo do que estou expondo, dessa vez farei dois comentários sobre o jogo do último sábado. O primeiro adotará uma visão pró-Rodolpho e a outra uma linha contra-Rodolpho.

O grupo pode escolher se publicamos um dos comentários, os dois ou nenhum.

O Hélio determinará quando publicará a versão vencedora no blog.

Espero que se divirtam.

Um abraço,

Rafael
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Versão 1 - Pró Rodolpho

PREJUDICADO PELA ARBITRAGEM E NA FORMAÇÃO DOS TIMES, RODOLPHO SOFRE SUA SEGUNDA DERROTA NO CONFRONTO CONTRA MARCELO

Embora tenha feito um esforço hercúleo para jogar no último sábado, o capitão Rodolpho deveria ter seguido o seu plano inicial e vindo participar apenas do churrasco.

Afinal, um dos mais ilustres integrantes do grupo foi vítima de uma ardilosa armação arquitetada pelo seu maquiavélico adversário Marcelo.

A sacanagem começou desde a formação dos times.
Contando com o apoio de uma raposa que chegou vestida com a camisa do New Castle, Marcelo escolheu para si os melhores jogadores de cada posição, deixando para Rodolpho o que havia de pior como o parasita Anderson, o supervalorizado Edu, o falador Tomas, o ineficiente Doriva e o enganador Rodrigo.

O resultado de tamanho desiquilíbrio ficou evidente logo no começo do jogo, uma vez que o time de Marcelo abriu 2 x 0.

Para piorar, o tendencioso árbitro Barba, com a ajuda dos outros integrantes da quadrilha Bruno e Cido, fizeram de tudo para conter qualquer chance de reação do time do Rodolpho. Toda a progressão de ataque do time rubro-negro era contida com faltas e impedimentos inexistentes. Não bastasse a roubalheira, os integrantes da equipe de arbitragem ainda orientavam o time que vestia as camisas douradas. Do jeito que estava só faltou o próprio Barba chutar uma bola contra o gol do time de Rodolpho.

Apesar de ter tudo contra si, o valente Rodolpho liderou sua horda de incompetentes para uma heroica reação e o primeiro tempo terminou empatado em 2 x 2.

No intervalo, quando o indomável Samuca entraria no lugar do Maurão e o equilíbrio dos times poderia ser finalmente estabelecido com algumas trocas, o capitão Marcelo humilhou Rodolpho ao lhe impor goela abaixo a manutenção dos times com estrutura inicialmente estabelecida.

Ainda que limitado técnica e fisicamente, o time de Rodolpho resistia bravamente ao ímpeto do adversário.

Como o time de Marcelo não conseguia furar o bloqueio defensivo do time rubro-negro, coube ao gatuno Barba resolver o problema. Um penalti inexistente foi marcado. O zagueiro da lenga-lenga bateu e fez. Também era fácil, ainda que errasse era certo que a arbitragem mandaria voltar.

Um pouco depois, com a arbitragem ignorando uma falta de ataque ocorrida no início do lance, o time de Marcelo ampliou a vantagem para 4 x 2.

Mesmo que isso fosse o mesmo que dar murro em ponta de faca, o time de Rodolpho lutou para ao menos conseguir um empate. Conseguiu diminuir a diferença com o oportunismo de Padilha e quando tudo indicava que um milagre iria acontecer, misteriosamente a bola sumiu para esfriar o ímpeto da reação. Posteriormente, os repórteres desse informativo tiveram conhecimento que Marcelo havia dado dinheiro para que meninos dentro do clube escondessem a bola por um tempo.

Embora a partida tenha ficado parada por vários minutos, Barba não quis dar chance para o azar, dando acréscimos mínimos antes de encerrar a partida.

Assim, dentro dessa disputa de cartas marcadas do mês de novembro, Marcelo tem agora duas vitórias sobre Rodolpho.
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Versão 2 - Contra Rodolpho

A ANTIPATIA PERDE MAIS UMA VEZ! 
MARCELO CONQUISTA SUA SEGUNDA VITÓRIA.

Com a expectativa da realização do churrasco e com o quórum completo, o jogo do último sábado tinha tudo para ser agradável e bem disputado, ainda mais porque o antipático e reclamão Rodolpho havia anunciado que não poderia jogar.

Porém, para infelicidade da maioria, o chato Rodolpho não honrou sua palavra e acabou aparecendo para fazer parte da partida.

Como nunca chega no horário, a capitão Marcelo, com a ajuda do craque Carlão, teve que quebrar a cabeça para conseguir montar dois times equilibrados. Apesar da dificuldade decorrente da presença de jogadores com características muito diferentes, além de alguns rostos novos, Marcelo fez um ótimo trabalho.

O sujeitinho desagradável que liderou o time rubro-negro até tentou protestar, como sempre faz, porém era inegável que existia uma equivalência na equipes.

Afinal, o chorão Rodolpho tinha no seu time o mortífero Anderson, o polivalente Edu, o dínamo Tomas, a parede defensiva Doriva e o rápido Rodrigo.

Embora o time dourado tenha conseguido abrir 2 x 0 no início do jogo, o equilíbrio dos times logo se traduziu no placar tanto que o primeiro tempo terminou 2 x 2.

Seguindo sua linha de transferência de responsabilidade quando está perdendo, Rodolpho passou a protestar contra as marcações da arbitragem. Porém, as reclamações não tinham qualquer sentido, uma vez que a equipe composta de três ilustres integrantes, Barba, Cido e Bruno, tinham um atuação irretocável.

No intervalo, muito sabiamente Marcelo resistiu à tentativa do Dick Vigarista Rodolpho de mudar a estrutura dos times, assegurando que Samuca entrasse no lugar de Maurão no time dourado.

A partida seguiu equilibrada no segundo tempo e estava claro que seriam os detalhes que a decidiriam.

Em uma escapada rápida pela ponta esquerda Rodrigo Bob Marley sofreu penalti indiscutível. O zagueiro Rafael converteu na cobrança. Um pouco depois, aproveitando um contra-ataque, o time de Marcelo ampliou a vantagem para 4 x 2.

Ainda assim a partida seguiu equilibrada. O veterano Padilha, com muito oportunismo, diminuiu a diferença para o time do intragável Rodolpho.

Tudo poderia acontecer, porém Rodolpho, um mal perdedor descontrolado, propositalmente tirou a bola de campo, ciente de que ela demoraria para voltar. Assim, criou uma situação para justificar sua iminente derrota.

Ainda que com uma certa demora, a bola voltou (há quem diga que o crápula Rodolpho pagou para alguém esconder) e o restante do jogo foi disputado com muita emoção.

A partida foi encerrada e mais uma vitória foi assegurada pelo Marcelo. Rodolpho teve que engolir seu orgulho e arrogância e foi murcho participar do churrasco.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

CONTOS DO RAFA : Rômulo, Heloísa e a Jabiraca

Rômulo, Heloísa e a Jabiraca
           Depois de juntar dinheiro durante os últimos três anos, Rômulo finalmente tinha condições de comprar um carro usado à vista.
               Vendido por uma pessoa de confiança, amigo do primo do cunhado do vizinho do pai de Rômulo, o carro escolhido foi um Gol, branco, 1984, refrigerado a ar, popularmente conhecido como “batedeira”. Os amigos de Rômulo apelidaram o carro de Jabiraca.
       Bem conservado, equipado somente com peças originais, a Jabiraca funcionava muito bem e proporcionou a Rômulo uma liberdade até então jamais imaginada.
           Graças à Jabiraca, Rômulo virou o chofer da casa, passou a ser presença certa em festas, churrascos e demais reuniões organizadas pelos amigos, ajudava no transporte de bens e pessoas nas atividades da Igreja e começou a ser visto com outros olhos por algumas garotas. No entanto, Rômulo tinha olhos apenas para Heloísa, com quem flertava fazia algum tempo.
Heloísa era uma garota que Rômulo conheceu no ônibus quando ia do trabalho para a escola. Ela era simpática, conversava bastante e alimentava os galanteios que recebia de Rômulo, porém quando era convidada para sair, sempre recusava o convite com alguma desculpa que não fazia sentido.
Em um desses encontros no ônibus, Rômulo e Heloísa conversavam quando ele perguntou:
- O que vai fazer depois da aula na sexta-feira?
- Tenho que voltar direto para a casa. Preciso levar minha avó na musculação!
- Que pena. Hoje vou sair mais cedo e estava pensando em lhe convidar para sairmos. Faz algum tempo que comprei um carro e podia te levar para aquele barzinho que está fazendo o maior sucesso.
- É mesmo!?!? Acabo de lembrar que minha avó está com os bíceps distendidos e não deve ir para academia hoje.
Um pouco mais tarde, Rômulo encostou a Jabiraca em frente à casa de Heloísa e buzinou. Heloísa saiu toda sorridente e saltitante de casa, mas quando viu Rômulo dentro do Gol branco sua fisionomia mudou.
Sem perceber o semblante de Heloísa, Rômulo desceu do carro abriu a porta para ela, e disse todo entusiasmado:
- Nossa você está linda! E aí? Gostou da Jabiraca?
Heloisa sorriu, entrou no carro e, enquanto Rômulo dava a volta para entrar pela porta do motorista, sussurrou:
- Que lata-velha! Como ele tem coragem de me convidar para sair em um carro desses?
Pelo visto a Jabiraca não gostou do que ouviu. Quando Rômulo girou a chave na ignição, o carro não ligou. Rômulo tentou mais algumas vezes, mas nada. Ele saiu, abriu o capô, examinou o motor, testou a parte elétrica, no entanto não havia explicação para aquele apagão. Sem saber o que fazer, pediu desculpas para Heloísa e chamou um guincho. Misteriosamente, foi só ela entrar em casa que, no primeiro teste do mecânico, o carro voltou a funcionar.
Apesar do contratempo, o obstinado Rômulo voltou a convidar Heloisa para sair. Os outros encontros foram bem sucedidos e eles começaram a namorar. Ocorre que a relação entre Heloisa e Jabiraca começou mal e dava sinais de que não se resolveria. Coincidência ou não, sempre que a Jabiraca falhava a Heloisa estava junto.
Teve uma vez que eles foram encontrar as amigas da Heloisa em uma pizzaria. Terminada a reunião, Rômulo se ofereceu para levar as moças para casa. Parece que a Jabiraca não gostou do ato de simpatia do dono para com as amigas de sua rival e resolveu morrer. Só funcionou depois que todos saíram do carro em uma noite chuvosa e tiveram que empurrar para pegar no tranco.
Em outra oportunidade, quando voltavam de uma festa, tudo corria bem até que Heloisa perguntou a Rômulo se ele não pensava em trocar de carro. Imediatamente o veículo começou a trepidar. O pneu havia furado. O pior é que uma das porcas do parafuso da roda estava espanada e Rômulo não conseguiu fazer a troca do pneu sozinho, tendo que esperar a chegada de um borracheiro chamado ao local. Enquanto sofria para tentar girar a porca espanada, Rômulo teve que ouvir um espírito de porco dentro de uma BMW parar perto de onde o carro estava e falar com a Heloisa:
- Se você estivesse em um desses não estaria passando por isso lindona!
Rômulo só não jogou a chave de roda na BMW porque não deu tempo. O engraçadinho percebeu a ameaça e arrancou dali.
Mesmo com esses e tantos outros contratempos proporcionados pela Jabiraca, Rômulo relutava em se desfazer do carro. Primeiro porque era apaixonado pela Jabiraca.  A troca por um modelo mais novo não era viável, pois Rômulo estava juntando dinheiro para casar com Heloisa. Além do mais, ficar sem carro era uma hipótese que sequer podia ser cogitada.
A gota d´água ocorreu no dia do casamento de Rômulo e Heloisa. Por questões financeiras, o evento se restringiu à cerimônia civil e a uma reunião para poucos convidados organizada na casa da irmã de Heloisa, que ficava a uns 50 quilômetros do casamento.
Após sair do cartório, com a noiva e os sogros dentro da Jabiraca, Rômulo dirigia rumo à reunião. Quando estava parado no pedágio, com dois carros à sua frente em relação à cabine de cobrança, a Jabiraca apagou e não voltava a funcionar. Rômulo foi obrigado a passar pelo pedágio empurrando o carro, com a ajuda dos sogros e com Heloísa vestida de branco, com as mãos no rosto morta de vergonha.
Transtornado, Rômulo parou o carro no acostamento, chutou, esmurrou e xingou a Jabiraca. Não entendia como um veículo que lhe deu tanta alegria o traíra daquela forma, justamente no dia mais importante da sua vida. Decidiu que iria se livrar dela quando voltasse da lua de mel.
A Jabiraca ficou estacionada em frente à casa de Rômulo. Porém, quando voltaram da viagem, o carro não estava mais lá. Tudo indica que foi furtada. Rômulo nem poderia ser acusado de ter facilitado o crime, uma vez que não tinha seguro e sofreu um significativo prejuízo financeiro.
Há quem diga que a Jabiraca não foi surrupiada, mas fugiu por não concordar com a escolha amorosa de Rômulo.
Pelo visto a antipatia da Jabiraca pela Heloisa não era à toa. O casal logo se separou e hoje Rômulo vive sozinho, sem a Heloisa e a Jabiraca.

Rafael Ferreira da Silva[1]



[1] O autor é casado e pai de uma menina. Mora em São Paulo e é advogado. Nas horas livres gosta de contar uns causos que testemunhou, ouviu ou imaginou.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

CONTOS DO RAFAEL - Introdução

Após receber inúmeros elogios endereçados ao Rafael pelo texto-conto de sua criação "O Velório de Urgolino" que publicamos 24/10/14 aqui em nosso blog, resolvemos, atendendo aos leitores, publicar, semanalmente, um novo conto,  daqueles já escritos pelo nosso zagueirão-premiado Rafael "Rafa" Ferreira da Silva.
Esperamos que a cada título apresentado aumente o número de apreciadores do ótimo lazer, da boa leitura, com o Rafa cada vez mais prestigiado, merecidamente. Aguardem!

terça-feira, 4 de novembro de 2014

36ºJogo do Ano: 01/11/14 : 12 x 6

1º de novembro de 2014, 36º Jogo do Ano: 12 x 6

Os times foram assim escalados:
MARCELO (time Amarelo): Mauro no gol (depois Silvestre), Antonio, Silvestre (depois Maurão) Carlão, Hélio, Marcelo, Tomaz, Rodrigo Marley e Padilha.
Marcaram os 12 gols: Antonio 1, Carlão 2, Marcelo 1, Padilha 2, Tomaz 3 e Rodrigo Marley 3.

RODOLPHO (time Rubro-Negro): Barba no gol, Chilinho, Daniel, Paulão, Rafael,  Felipe, Kennedy e Rodolpho. No 2º tempo chegou Rojas e entrou neste time.
Marcaram os 6 gols: Chilinho 1, Daniel 2, Felipe 1 e Kennedy 2. 

REUNIÃO APÓS O JOGO
Maurão comentou sobre o lamentável fato de que quase não houve jogo, agradeceu a presença de todos, e principalmente aos convidados e quem os convidou.
O conselheiro Hélio comentou que se não há mais interesse em jogar futebol nos sábados à tarde, sugeriu que a continuar assim, encerremos as atividades. 
Maurão avisou que todos que forem faltar devem avisar até o meio-dia da 5ª feira anterior ao jogo, pois assim será possível convidar amigos para virem completar e, com certeza jogar. 
Foi confirmada a nossa Churrascada de Confraternização de 2014: sábado próximo, dia 08, após o jogo. Para isso foi pedido que todos cheguem à 15:00h. para o jogo iniciar às 15:30h.e encerrar no máximo 17:15h. LOCAL: no quiosque do clube onde tem a churrasqueira, após o campo de baixo (de nº 01).
Foi solicitado a todos que possam,  trazer "extensões" para podermos puxar luz (eletricidade) de outros locais, pois naquele local não há iluminação. Caso contrário não poderá haver o tradicional jogo de Truco e encerraremos ao escurecer. 
IMPORTANTE  também, foi: quem tiver uma lona ou plástico resistente, para improvisar e ampliarmos a cobertura em caso de chuva.
Maurão lembrou aos novos integrantes que poderão, após o jogo, tambvém participar do encontro. E que este mês a colaboração de cada um, até o próximo sábado, está meio apertada, pois são 25 da camisa nova (um jogo), 25 do churrasco e 30 da mensalidade. Agradecemos  novamente aos conselheiros Rodolpho e Carlão pela compra de 1 jogo de camisas (caso contrário cada um pagaria 50 ou teríamos só 1 jogo novo de camisas).

DESTAQUE
O destaque foi para nosso veteraníssimo artilheiro Padilha que marcando 2 golaços colaborou com grande vitória do seu time, comandado pelo volante Marcelo.
ARBITRAGEM:
Devido à necessidade de se completar o time para haver jogo, nosso juiz oficial Barba concordou em jogar no gol de um dos times e assim também colaborar com os AMIGOS. Muito obrigado ao Barba por mais essa. Como está contundido (ainda no DM), poderia simplesmente ir embora. Esperamos que possa jogar em breve e mostrar toda a sua categoria no meio de campo.

ANIVERSARIANTES DO MÊS (novembro)
Carlão está fazendo hoje, dia 4, 46 anos.
Serginho fará 54 dia 21
Maurão fará 54 dia 28
A todos eles um grande abraço, com votos de muita saúde e muitas, muitas alegrias!!!!!!!!!


COMENTÁRIO DO JOGO
Por Rafael Ferreira da Silva
Se o mês passado foi Outubro Rosa (período da campanha de conscientização sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama), agora estamos no Novembro Azul (período da campanha de conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata e outras doenças masculinas).

Nesse Novembro Azul os capitães eleitos para montar os times foram os amigos Marcelo e Rodholfo.

E a missão da primeira partida do mês não foi nada fácil.

Com um quórum reduzidíssimo, cujo número mínimo só foi possível graças à presença de 4 convidados e a boa vontade do Barba que se ofereceu para jogar como goleiro, os capitães precisaram de muita sabedoria para conseguir equilibrar a distribuição de capacidade técnica com a condição física dos presentes.

Embora teoricamente os times estivessem equilibrados, a eficiência dos escolhidos do capitão Marcelo e a incompetência daqueles que jogaram com o capitão Rodholfo foram determinantes para que o jogo já estivesse decidido no primeiro tempo e terminasse com o elástico placar de 12 x 7.

Aproveitando o espaço no campo e a não aplicação da regra do impedimento, a veloz dupla Rodrigo Bob Marley e Tomás deitou e rolou sobre o sistema defensivo do time de Rodholfo. Nem bem tinha transcorrido a metade do primeiro tempo e o time do Marcelo já ganhava de 5 x 1.

Mas supondo que o time Dourado, do Marcelo, não tivesse sido tão eficiente, ainda assim o time Rubro-Negro, do Rodholfo, não conseguiria melhor sorte. Seus jogadores mostravam-se incapazes de trocar 3 passes certos seguidos e quando raramente isso acontecia as chances de gol criadas era desperdiças com vergonhosas finalizações (exceção para o arremate do convidado Felipe que terminou em um belíssimo gol).

A vantagem mínima de gols favorável para o time de Marcelo aconteceu quando a partida chegou ao placar de 5 x 3, porém isso perdurou por um breve momento e no início do segundo tempo foi ampliada para 8 x 3.

Sem efetivas chances de reagir, mesmo com a entrada do atrasadíssimo Rojas para o time Rubro-Negro, a partida transcorreu de forma melancólica, com os dois times jogando de modo bastante displicente e o placar final é o melhor retrato disso.

O ponto alto do sábado foi que amigo Padilha, com 80 anos completados no dia anterior, recebeu justas homenagens dos presentes e ainda foi agraciado com dois gols marcados com muito oportunismo.
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Nota de apelo

Amigos, sei que ao longo desses quase 30 anos esse grupo tem permanecido firme, superando diversas dificuldades, tendo passado um período sem jogar quando a USP fechou seus campos para o público até o Padilha ter conseguido o espaço atual.

Entendo que a sobrevivência do grupo ocorreu pela abnegação de alguns e pela adoção de regras rígidas estabelecidas pelo conselho, das quais o Maurão faz o dedicado papel de guardião.

Entretanto, embora seja novo no grupo, observo que vivemos uma crise na formação do plantel de cada sábado.

No último foi lamentável. Somente conseguimos jogar porque felizmente tivemos a presença de convidados.

O mais triste é que isso aconteceu várias vezes durante o ano.

Mais chato ainda é que isso parece ser uma tendência de difícil reversão.

Por que isso acontece? Na minha visão 3 são os principais fatores:

- Existe um desinteresse geral na prática do futebol, o que não ocorria no passado;
- Os componentes do nosso grupo, por conta da idade e/ou por talvez não fazer um trabalho de preparação física durante a semana, estão cada vez mais suscetíveis à lesões;
- Os convidados não tem motivos para se sentirem estimulados a voltar (por coisas como esperar na pedra, revezar, ser goleiro, etc...)

Ainda que seja difícil, acredito que podemos mudar isso.

Para tanto, algumas regras precisam ser revistas.

Precisa haver uma cobrança efetiva e rigorosa dos membros permanentes do grupo quanto a presença, cumprimento de horário e pagamento dos rateios. 

Por exemplo, tendo quórum para começar a partida, nada de ficar esperando o atrasado chegar, entra com o jogo em andamento ou espera o segundo tempo.

Deixou de vir sem uma justificativa séria (a ser julgada pelo conselho), avisou depois da quinta-feira que não vem, está atrasado no pagamento dos rateios, arrumou confusão durante o jogo, define-se um período de perda dos direitos de componente fixo no grupo que somente são restaurados com o cumprimento da pena (vai ser goleiro por um número x de sábados, reveza com os visitantes, etc...).

Os convidados trazidos com prévio aviso para suprir as vagas deixadas pelos membros fixos precisam ser bem tratados e poupados dos aspectos chatos dos jogos de sábado. Da forma como é, dá a sensação que usamos os convidados. Se vocês querem aumentar o grupo é importante que esse convidado se sinta bem vindo e com vontade de voltar.

A partir do momento que o convidado volte uma, duas, três vezes então começa a se sujeitar as regras.

Penso que essas ideias (algumas delas são de vocês mesmo) possam ser introduzidas em um regulamento, cuja minuta posso apresentar durante o mês de dezembro.

Aproveitem o churrasco (do qual não posso participar) para debater o que expus e me digam se posso ou não preparar a minuta desse regulamento.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

HOMENAGEM AO PADILHA

Um AMIGO, do time, nos enviou uma singela homenagem ao Vito Ruy Dell'Erba que chamamos, com todo respeito e carinho de "Padilha", apelido que recebeu, não me lembro de quem, há mais de 15 anos, nos tempos das peladas nos gramadões da USP.
Quem nos enviou esta colaboração, que todos nós -  AMIGOS, com muito prazer também assinamos, foi, como não poderia deixar de ser, pela beleza e clareza do texto ... nosso zagueirão e jovem escritor premiado, Rafael Ferreira da Silva.

A HOMENAGEM 
Uma pessoa que chegue por volta das 15:20 horas, de um sábado qualquer, no campo de futebol do Centro Esportivo Municipal do Butantã, tem grandes chances de encontrar um senhor de cabelos brancos, usando uma camisa e uma bermuda, caminhando pensativo.

Vamos supor que essa pessoa fique curiosa para saber mais sobre esse senhor e, com bastante discrição, consegue se esconder no ponto mais alto da pedra que existe ao lado do campo.

A testemunha oculta observará que aos poucos chegarão outras pessoas e que todas, de um jeito ou de outro, cumprimentarão o senhor de camisa e bermuda com entusiasmo e reverência.

Caso a testemunha oculta tenha uma ótima audição, conseguirá perceber que o senhor de camisa e bermuda fala com todos de maneira muito amistosa e é extremamente atencioso nos assuntos debatidos.

Assim que o número do grupo aumenta um pouco, a pessoa escondida se surpreenderá ao ver que o senhor de camisa e bermuda é um excelente jogador de malha e faz questão de ensinar suas técnicas aos mais novos.

A surpresa da testemunha oculta será ainda maior ao se dar conta que depois do jogo de malha o senhor de camisa e bermuda receberá uma camisa de uniforme e que jogará futebol com um grupo composto por pessoas muito mais jovens do que ele.

O queixo da pessoa escondida cairá quando, iniciado o jogo, perceber que aquele senhor, agora de uniforme, apesar das limitações que o corpo impõe por conta da idade, colabora efetivamente com o time que defende, dando passes e marcando gols.

No intervalo da partida, a testemunha oculta descobrirá que o senhor surpreendente teve o cuidado de trazer para os amigos um suco que parece ser muito apreciado.

Incrédula, a testemunha oculta verá que o senhor que antes usava a camisa, joga a partida inteira e se comporta de maneira exemplar, incentivando os jogadores do seu time e adversários, elogiando as raras belas jogadas e amenizando a vergonha daqueles que reiteradamente pecam pela falta de técnica.

Com o sol se pondo, a pessoa escondida observará que todos que jogaram se reúnem e o senhor que agora voltou a vestir sua camisa escuta atentamente os avisos dados por sujeito grande que tem em mãos uma prancheta, embora a maioria não faça o mesmo.

Se pudesse ler a mente de cada um que compõe o grupo, a testemunha oculta saberia que a maioria, senão todos, ainda que de modo inconsciente, nutrem pelo senhor de camisa uma profunda admiração.

Diante do que testemunhou, a pessoa escondida certamente desejaria ter o privilégio de também ser amiga do senhor de camisa para poder lhe dar um abraço e dizer:

- Padilha, parabéns pelos seus 80 anos!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

35º Jogo do Ano, 25/10/14: Anderson 8 a 5 (Rafael).

Os times foram assim escalados, em comum acordo pelos dois técnicos-capitães. O time vencedor foi o Amarelo por 8 a 5, comandado pelo Anderson:  

AMARELO (Anderson): Rodrigo Gullit (cvdd, no gol), Anderson, Chilinho, Professor, Deodoro, Edu, Paulão, Padilha, Samuca, Rodrigo (depois R.Gullit, gol).
Marcaram os gols: Anderson 2, Chilinho 4, Edú 1 e Padilha 1.
VERMELHO (Rafael): Maurão (gol), Rafael, Antonio, Bruno, Chile, Hélio, Daniel, Marcelo, Serginho e Rodolpho.
Marcaram os gols: Antonio 1, Bruno 1, Daniel 1 e Rodolpho 2.
OCORRÊNCIAS DO JOGO: 
Serginho o maior organizador do meio campo vermelho contundiu-se ainda no 1º tempo e acabou deixando o jogo no início do 2º, percebendo que poderia agravar sua contusão caso continuasse. 
Chile, que realizava uma ótima partida no time Vermelho, sentiu uma fisgada na coxa de sua perna direita e também deixou o campo. Foi feito um acordo entre os capitães e o atleta Paulão foi jogar no time vermelho, quando faltava pouco mais de 15 minutos para o término da partida e os amarelos já venciam com folga.

COMENTÁRIO DO JOGO
por Rafael Ferreira

A última partida do mês de outubro foi marcada por uma série de diferenças em relação aos três jogos anteriores.

Ainda que por poucos minutos, a chuva deu o ar da graça e aliviou o desgaste que o clima e terreno secos impõem aos jogadores.

Muitos amigos faltaram e havia a concorrência com a rodada do Campeonato Brasileiro, antecipada por conta das eleições. Ainda assim tivemos gratas surpresas, como a volta do Samuca que já não aparecia fazia um tempo.

De qualquer modo, mesmo com as ausências 20 jogadores foram divididos entre os times organizados pelos capitães Rafael e Anderson.

Sem a presença do amigo Zé (que faltou pela segunda vez seguida), o convidado Rodrigo "Bob Marley" começou como goleiro do Anderson e isso representava uma ligeira vantagem ao time do Rafael.

A ligeira vantagem aparentou ser maior do que imaginavam os capitães quando o time Rubro-Negro abriu 2 x 0 logo nos primeiros minutos de jogo, sem que o time Dourado houvesse ameaçado o gol adversário.

Porém, por conta de alguns descuidados na saída de bola, a igualdade no placar acabou sendo rapidamente estabelecida.

Para azar do time do Rafael, em uma trombada com Deodoro, o articulador das jogadas Sérgio acabou lesionado e time perdeu seu poder ofensivo.

Com isso o time Dourado passou a pressionar e, curiosamente, no seu melhor momento na primeira etapa, voltou a ficar em desvantagem em um rápido contra-ataque do adversário Rubro-Negro.

Na volta do intervalo o time Rubro-Negro sabia que com Sérgio lesionado e com Rodrigo "Bob Marley" compondo a linha do time Dourado o quadro favorável iria mudar, motivo pelo qual voltou com uma formação de defesa mais compacta.

Ocorre que ninguém contava com uma falha inacreditável do goleiro Mauro e o lance parece ter abalado o espírito competitivo da equipe do Rafael.

Na sequência, o time Dourado virou a partida e facilmente ampliou a vantagem para 6 x 3. O equilíbrio, marca registrada dos jogos de Outubro, tinha deixado de existir. Rodrigo "Bob Marley" e as contusões fizeram a diferença.

Sem condições de jogo, Sérgio pediu para sair. O mesmo aconteceu com Chile, que também se lesionou, após um brilhante lance de domínio de bola.

Paulão foi remanejado para o time Rubro-Negro, mas a disputa tinha acabado e o capitão Anderson assegurou a vitória no mês de Outubro.

O placar final foi 8 x 5, mas sem a emoção que uma disputa tão equilibrada ao longo do mês merecia.

PRELEÇÃO APÓS O JOGO
Maurão falou a respeito da Churrascada dos AMIGOS 2014: será no próximo dia 8 de novembro, após o nosso jogo. Por isso, pede a todos que cheguem ao campo às 15:00h., para que comecemos o jogo às 15:30h. e o  terminemos até às 17:00h ou 17:15h. e realizarmos nossa confraternização. O local será o mesmo da última realizada, isto é, atrás do campo de baixo (campo número 01). O atleta Rodolpho ofereceu e irá colaborar com as carnes, Antonio providenciará as bebidas. Para as bebidas e outras pequenas despesas todos deverão colaborar com R$25,00.
Então, neste mês, até o próximo sábado, além da mensalidade, todos deverão pagar ao time o valor de R$50,00-, relativo à camisa nova do time (25) e às bebidas do churrasco (25).

DESTAQUE
O grande destaque do jogo foi o meia-atacante Chilinho. Realmente o Chilinho fez a diferença; marcou, correu, se desmarcou, chutou muito ao gol defendido pelo Maurão, deu muito trabalho ao time Vermelho e ainda fez 4 gols, metade dos gols do seu time. 

ARBITRAGEM:
Nosso AMIGO Barba voltou a apitar e, como sempre muito bem, tranquilamente, com serenidade e bom-senso, mas rigoroso,  deu cartão AMARELO ao Chilinho e ao Rodrigo, por reclamações.

PROXIMA DUPLA DE TÉCNICOS-CAPITÃES
Para o próximo mês - novembro - que se iniciará no próximo sábado dia 1º, serão os AMIGOS craques Rodolpho e Marcelo, que, por serem primos, farão certamente ótimas escalações em comum acordo. 

ANIVERSARIANTES DA SEMANA (passada e atual)
No dia 22, Rodolpho fez 46 ! (tá ficando véioooo!). Um grande abraço!
No dia 31, Padilha fará 80 (OITENTA !!!) ABRAÇÃO MUITO ESPECIAL AO NOSSO VETERANÍSSIMO GOLEADOR E EXEMPLO DE AMIGO RUI PADILHA.


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O premiado conto do AMIGO zagueirão Rafael: O velório de Urgolino

Com esta publicação queremos homenagear e parabenizar o AMIGO Rafa pelo merecido prêmio que recebeu, classificado entre centenas de contos de jovens escritores.


O velório de Urgolino
Em uma época na qual o telefone celular era algo impensável, televisão um luxo para gente rica e a energia elétrica estava disponível somente nos centros urbanos, Urgolino vivia na zona rural de um isolado município do sertão nordestino.
Urgolino era um homem de hábitos simples. Acordava bem cedo, antes de o sol nascer, buscava água no riacho próximo de sua casa, checava como estavam as galinhas e os porcos, tomava seu café e ia trabalhar na pequena porção de terra que com tanto custo conquistou. Parava somente para almoçar a marmita que sua velha companheira Ana nunca deixava faltar e logo retomava o trabalho, indo embora quando começava a escurecer.
Depois de se banhar, geralmente jantava ouvindo o que Ana lhe contava sobre como tinha sido seu dia. Normalmente o falatório interminável da esposa abordava histórias da vida dos outros, reproduzindo o que ouviu das comadres que ela encontrava na venda, na igreja ou quando ia lavar roupa.
Quando Ana cansava de falar, Urgolino se acomodava na rede, onde balançava e enrolava seu cigarrinho de fumo, curtido com lentas tragadas. Enquanto contemplava as estrelas, o caboclo recordava os tempos da mocidade e deixava que pensamentos vagassem pela memória até adormecer.
Um dia, pouco antes do almoço, Urgolino não estava se sentindo bem. Encostou embaixo de uma árvore e adormeceu. Ao trazer a marmita, Ana estranhou o caboclo deitado. O velho podia não gostar de falar, mas deixar de trabalhar não era algo que ele fazia.
Apreensiva, Ana chegou perto de Urgolino e, dando uma leve chacoalhada nele, disse:
- Urgolino, você tá bem? Acorda homem!
Como o caboclo não reagia, Ana tentou ser mais contundente:
- Para de brincadeira, Urgolino! Acorda, velho! Já falei para você acordar, maldito!
Nada de Urgolino se mexer. Desesperada Ana começou berrar.
Quando um vizinho da roça do lado chegou, Ana estava desconsolada com o marido no colo:
- Ai Zé, o Urgolino morreu! Por que Deus foi deixar isso acontecer? O que vai ser de mim agora?
Rapidamente a notícia se espalhou. No vilarejo e em cada roça da região só se ouvia uma coisa:
- Morreu?
- Morreu!
- Então vamos beber o morto.
Perdendo apenas para as Festas Juninas e Folia de Reis, um velório certamente era um dos grandes eventos sociais na região.
Por força da tradição, a família do morto deveria receber amigos, vizinhos e até quem não conhecia para velar o falecido. Durante a vigília, normalmente eram servidas bebidas e algo para beliscar.
E assim começou uma procissão para a casa de Urgolino.
O caboclo estava sobre a mesa da sala dentro de um caixão improvisado às pressas.
Em dias assim, as carpideiras eram presença certa. Vestidas de preto, essas mulheres, que pareciam surgir do nada, choravam, gritavam, rezavam e cantavam, não necessariamente nessa ordem. Quanto mais prestigiado o velório, maior era o volume do barulho por elas provocado.
Como a casa estava cheia, naquela noite as carpideiras capricharam na ladainha. Mesmo quem estava bem distante conseguia ouvir o seguinte coro:
Ô Dona Ana olêlê,
Eu vim aqui pra sabê,
O caixão sem tampa, não tampa,
E sem bebê, nóis não canta!

Após pronunciar algumas vezes a referida estrofe em tom melódico, as carpideiras e os convidados comiam um pouco de batata doce e dos biscoitos de polvilho que eram servidos juntamente com generosas doses de cachaça ou café. Depois tudo se repetia.
Aos poucos as pessoas passaram a sair da sala. De vez em quando alguém se aproximava do corpo do caboclo e voltava depois de ficar alguns minutos.
A partir de então começaram murmúrios de que o defunto estava fedendo.
Nem mesmo Ana, que no começo do velório não saía do lado do corpo, preferia ficar na cozinha ou receber os pêsames do lado de fora de casa.
Ainda assim, alguns pareciam fazer questão de que o olfato certificasse o que o povo estava dizendo.
No meio da madrugada, a comadre Severina resolveu se aproximar de Urgolino para supostamente lhe prestar uma homenagem. Famosa por comer bem e pelos efeitos colaterais que isso lhe causava, Severina aproveitou a privacidade que o local lhe proporcionava e, seguindo o exemplo dos outros, se aliviou dos gases que a incomodavam, soltando uma silenciosa e fétida flatulência.
Nesse momento, com cara de nojo e bastante irritado, Urgolino levantou e gritou:
- Meu Deus do céu! Acordei no inferno! Que zoeira é essa? Vão peidar na casa de vocês!!!
Com exceção de algumas pessoas que estavam no chão, desmaiadas por força do susto, em questão de segundos a casa ficou vazia e silenciosa. Bem de longe era possível ouvir gritos de horror e desespero daqueles que ainda corriam.
Nos meses seguintes o principal assunto na região foi o que aconteceu no velório do Urgolino. O “dotô” explicou que o caboclo sofria de catalepsia, seja lá o que for isso, mas o povo jurava que Urgolino tinha batido as botas e, por causa de um pacto com o cramunhão, voltou a viver.
De qualquer modo, depois do que aconteceu no velório do Urgolino, o ato de beber o morto nunca mais foi o mesmo naquela região.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

34ºJogo do Ano, 18/10/2014: 2 x 1

Os times foram, pela 3ª semana consecutiva, formados pelos capitães-técnicos Anderson e Rafael. Um ótimo jogo que terminou com a vitória de Rafael (dos vermelhos) por 2 a 1.
Amarelo (Anderson): Goleiro (Cvdd), Anderson, Chile, Deodoro, Doriva, Marcelo, Maurão, Otávio, Rodolpho e Tomaz.
Anderson marcou o gol do seu time.
Vermelho (Rafael): Silvestre cvdd (no gol), Antonio, Rafael, Daniel, Hélio, Paulo, Rojas, Serginho, Rodrigo Gullit e Thiago Ueda. 
Marcaram os gols: Serginho e Rojas, 1 gol cada.

COMENTÁRIO DO JOGO, por Rafael:

O mês de outubro está sendo marcado por embates equilibradíssimos entre as equipes formadas pelos capitães Anderson e Rafael.

Dessa vez o time do Rafael saiu vitorioso ao vencer por 2 x 1, o menor placar do ano.

Apesar do reduzido número de gols, muito abaixo da média do ano que é de 8,1, não faltou emoção na partida.

Ainda que as defesas tenham levado vantagem na maioria das jogadas, boas chances de gol foram criadas por ambas equipes e qualquer uma poderia ter vencido.

O time de Anderson, que jogou com a camisa dourada, teve a primeira boa chance, terminou com um chute no pé da trave adversária.

Do lado do Rafael, o convidado Rodrigo era a principal referência do armador Sérgio, mas nenhum dos arremates acertava o gol. Quando isso aconteceu pela primeira vez, em jogada bem trançada que contou com a participação de Daniel, o placar foi inaugurado.

Com a desvantagem o time Dourado intensificou a pressão que já exercia, mas quando conseguia ultrapassar a linha defensiva do time Vermelho esbarrou na surpreendente atuação do convidado Silvestre, goleiro do time de Rafael e o primeiro tempo terminou 1 x 0.

A segunda etapa começou do mesmo modo como terminou o primeiro tempo, com o time Dourado se lançando ao ataque para igualar o marcador.

Em função do cansaço de alguns de seus jogadores, o time Vermelho não conseguia articular contra-ataques e cada vez recuava mais.

Fruto de uma despretensiosa bola alçada para área, Anderson cabeçou entre Daniel e Rojas e empatou a partida.

Considerando como o jogo se desenvolvia e após a igualdade no marcador, tudo levava a crer que o time Dourado conseguira a virada.

Porém, quando a defesa vermelha não dava conta, o estreante Silvestre garantia com seguras defesas.

Irritados com a forte resistência do adversário e com a própria incompetência nos arremates, alguns jogadores do time Dourado passaram a descontar sua frustração na arbitragem com reclamações em todas as marcações.

O foco dado à atuação da arbitragem parece ter afetado o desempenho do time dourado, propiciando uma melhora do time vermelho que voltou a criar oportunidades.

Em uma cobrança de falta de longa distância, o zagueiro Rojas acertou um belíssimo chute e garantiu a vitória do time capitaneado por Rafael.

Com o resultado o placar do embate do mês entre os capitães é de uma vitória para cada lado e um empate.

Assim, o jogo do próximo dia 25 decidirá quem será o vitorioso do mês.

NR: Esperamos  que nosso zagueirão Rafael aceite escrever e publicar, semanalmente, seu comentário de cada jogo. Será uma grande colaboração do Rafa, que, aliás, foi reconhecido como um grande escritor com seu conto "O velório de Urgolino", escolhido pelo 1º Colegiado de Escritores Brasileiros como um dos melhores do ano editorial da Câmara Brasileira de Jovens Escritores (out/2013 à set/2014), e integrará o livro "Panorama Literário Brasileiro - Os melhores contos de 2014", que será lançado em 30 de novembro de 2014.
Parabéns Rafael!

ARBITRAGEM:
O apito esteve aos cuidados do Professor (Cido), que teve uma atuação muito boa, com algum trabalho na manutenção da ordem devido às reclamações quase acintosas de alguns jogadores, notadamente Anderson e Rodolpho. Tanto é que ambos receberam cartão AMARELO.

DESTAQUE:
O destaque (do time vencedor) foi o goleiro, convidado Silvestre, que, com suas boas defesas, garantiu a vitória do time Vermelho.

REUNIÃO APÓS O JOGO:
Maurão falou novamente sobre os novos jogos de camisas do time: um azul e outro vermelho, que terão numeração nas costas e distintivo (de clube profissional, provavelmente Cruzeiro e Internacional). Avisou que para cada atleta será cobrado o valor de R$ 25,00.

REUNIÃO DO CONSELHO, ANTES DO JOGO:
Antes do jogo Maurão convocou os conselheiros presentes para uma reunião, ao lado do campo. Estavam presentes: Maurão, Hélio, Professor, Paulão, Rodolpho e Chile. A pauta foi cumprida e uma decisão pode ser compartilhada com todos os atletas: nossas duas novas camisas serão azul e vermelha, com numeração e distintivo (bordados). Portanto, foi cancelada, tornada sem efeito, a votação de todos - por email - sobre esse assunto. Esta sugestão, feita pelo Professor, foi aprovada por unanimidade. 


sábado, 18 de outubro de 2014

DIVULGAÇÃO: Lançamento de livro do Zeca

CONVITE PARA O 

Lançamento e Manhã de autógrafos do livro

“QUADROS E HAICAIS – Haicais na Pintura”
José Nagado

Local: Escola de Artes - Conservatório Musical Jardim América
Endereço: Av. Bosque da Saúde, 2170 – São Paulo - CEP: 4142-082
(a 50 m. da Avenida da Cursino) - fone: (11) 5061.1997
Data: 25 de outubro de 2014 – das (9 às 12) horas da manhã

O autor José Nagado, ex-aluno do Conservatório, apresenta uma inédita composição de seus quadros e haicais, aliando contextualizações e reflexões sobre as pinturas e haicais correspondentes. A essência dessas contextualizações envolve a temática e a estética de cada Quadro. O haicai procura a concisão no próprio quadro: “é antes a arte de, com o mínimo, dizer o suficiente”.
Esta perspectiva da pintura, vista através da simplicidade poética dos haicais, resultou em “uma qualidade simples das composições, causando boa impressão o conjunto de imagens e haicais”, tendo como cenário o momento da composição dos haicais.
Reunida entre os anos 2001 e 2003, os vinte quadros e haicais desta coletânea conservam hoje a mesma preocupação estética, sob o olhar que observa a impermanência das coisas simples cultivadas pelo homem.

Contato: (11) 982972567 – (11) 50817848
José Nagado – criador e editor do blog confrarias do riso – http://licburlesco.blogspot,com

33º Jogo do Ano, 11/10/2014 : 6 a 6

33ºJogo do Ano, 11/10/14: 6 a 6 

O time Vermelho, do Anderson, jogou assim formado:
Anderson, Antonio, Chile, Professor, Doriva, Edú, Rodolpho e Serginho.
Marcaram os 6 gols: Anderson 1, Edú 2, Rodolpho 1 e Serginho 2.
DESTAQUE: Serginho

O time Amarelo, do Rafael, jogou com:
Carlão, Cauã, Daniel, Marcelo, Maurão, Otávio, Rafael, Tomaz, Rojas, Maurício e Padilha.
Marcaram seus 6 gols: Carlão 2, Daniel1 e Maurício 3.
DESTAQUE: Tomaz



COMENTÁRIO DO RAFAEL


Diferente do que aconteceu no sábado anterior, dessa vez os dois capitães destacados para escalar os times estavam presentes.

Em função da ausência de vários amigos e a presença de convidados que foram essenciais para que o quorum do jogo fosse formado, a montagem das equipes foi bastante dificultada para os capitães.

Depois de alguns acertos finalmente as equipes foram montadas. A princípio, o time Vermelho, capitaneado pelo Anderson, teve um perfil mais técnico, enquanto o time Amarelo/Dourado, do Rafael, teoricamente levaria vantagem no aspecto físico. Se a escolha daria certo ou não, os capitães optaram por correr o risco.

A "ousadia" dos capitães foi motivo de protesto de alguns veteranos do elenco que queriam modificações.

Porém, o capitão Rafael, revelando um lado stanilista, se negou a aceitar qualquer modificação que não partisse do Anderson e, ainda que para desagrado de alguns, desse modo o jogo foi disputado.

Da forma como o jogo transcorreu a aposta dos capitães parece ter dado certo. Mesmo com a lesão de Cido e sua substituição por Chile, que inicialmente estava jogando pelo time Dourado, a partida foi extremamente disputada com alternâncias no placar. O time Vermelho saiu na frente abrindo 2 x 0, sofrendo a virada e o primeiro tempo terminou 3 x 3. No segundo tempo o Amarelo/Dourado esteve duas vezes na frente, também tomou uma virada e conseguiu o empate no final. 6 x 6. Importante frisar que qualquer um dos times poderia ter vencido, uma vez que ambos perderam excelentes oportunidades.

Fato é que a partida foi muito interessante e o princípio da equivalência dos times mais uma vez acabou sendo atendido.

Nota da Redação: 
Devido à ausência do blogueiro neste jogo, nosso blog está um pouco alterado em seu formato. Foi atualizado graças às informações passadas pelo Maurão e colaboração do Rafael com seu excelente comentário. Parabéns Rafa! 
AMIGO: Envie também o seu comentário. Participe, sugira, critique um lance, um atleta, ou elogie.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

32ºJogo do Ano, 04 de outubro: 4 a 3

Iniciando uma nova dupla de técnicos-capitães para o mês de outubro, a primeira vitória pertenceu ao Anderson que, ausente neste sábado, teve seu time formado pelo técnico adversário, o zagueirão Rafael, conforme a regra, que diz que o capitão-técnico que faltar terá seu time montado pelo outro, presente.

Os times foram assim formados, pelo capitão Rafael:
Amarelo vencedor, do Anderson:
Maurão (colaborando novamente no gol), Chile, Chilinho, Professor, Daniel, Deodoro, Padilha, Tomaz, Tiago, Rojas e Danilo.
4 GOLS marcados por: Tomaz 1, Rojas 1 e o convidado Danilo 2.

Vermelho perdedor, do Rafael:
Goleiro Zezinho, Antonio, Bruno, Carlão, Doriva, Hélio, Marcelo, Paulão, Rafael, Roodrigo e Tadeu.
3 GOLS marcados por: Carlão 1, Rodrigo 1 e o convidado Tadeu 1. 

COMENTÁRIO:
Os 2 times formados pelo atleta Rafael ficaram muito bem equilibrados mostrando a imparcialidade dele nas escalações, tanto, que seu próprio time perdeu o jogo. Seu time - Vermelho - começou ganhando e terminou o 1º tempo vencendo por 3 a 1. Porém, no 2º tempo, o time Amarelo, comandado pelo veterano Professor, marcou mais 3 gols e sofreu apenas 2. Resultado: Virada sensacional: 4 a 3.
Tivemos a participação de convidados especiais, amigos do futebol society das terças-feiras à noite: Danilo "Capitão" e Tadeu. O primeiro ("Capitão") mostrou sua marca de artilheiro, marcando 2 gols na vitória do seu time. Tadeu mostrou sua classe e conhecimento de organização no meio-de-campo, mas seu time Vermelho não conseguiu sequer o empate.

ARBITRAGEM:
O jogo foi apitado pelo sempre colaborador Barba, ainda impossibilitado de mostrar sua classe como grande jogador que é. Foi uma arbitragem tranquila, como sempre uma característica sua, além do conhecimento das regras de futebol. 

DESTAQUE:
Merecidamente o veterano Jorge "Chile" foi considerado o destaque pela sua dedicação, voluntariedade e seriedade na marcação aos adversários que tentavam ultrapassar a defesa vermelha pelo lado direito onde ele brecava todos os lances e saía jogando. Parabéns Chile!

PRELEÇÃO PÓS-JOGO
Maurão agradeceu ao Rafael pela escalação imparcial que fez dos 2 times.
Agradeceu também aos convidados que vieram pela 1ª vez Tadeu e Danilo, e lembrou-lhes que já entraram jogando devido às várias ausências e que se gostaram podem continuar a vir mas que talvez tenham que revezar com outros convidados ou, se necessário, quem os convidou deverá ceder parte (meio-tempo) do jogo a eles.
Finalizando, Maurão cobrou alguns (poucos) com mensalidade atrasada.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

31º Jogo do Ano, 27/09: 7 a 7

Com o tempo ótimo e o campo muito bom (sábado passado estava melhor, estava ótimo) foi realizada mais uma gostosa tarde de confraternização que nosso futebol proporciona entre AMIGOS, aos sábados.

times empataram (7 a 7) assim formados:

TIME VERMELHO, do Edú:
Zezinho no gol, Antonio, Bruno, Chile, Chilinho,Edú, Hélio, Maurão, Tiago e Hojas.
Os 7 gols foram marcados: Antonio 2, Chilinho 1, Edú 1, Tiago 1, Rojas 2.

TIME CINZA, do Carlão:
No gol Maurão, Carlão, Professor, Deodoro, Doriva, Otávio, Padilha, Paulão, Serginho e Tomaz.
Gols marcados por: Carlão 2, Serginho 3 e Tomaz 2.

JUIZ: Barba, firme, sensato, tranquilo, teve ótima atuação. Deu cartão Amarelo ao jovem Tiago, por uso de força excessiva em alguns lances, e Vermelho ao Carlão por reclamações acintosas ao árbitro.

COMENTÁRIO DO JOGO:
Apesar do seu esforço pessoal em campo, neste jogo, Carlão não conseguiu obter nem uma vitória nos confrontos de setembro, contra o time do primo Edú. Foram  3 derrotas ( 8 a 5, 9 a 3 e 9 a 8) e este empate (7 a 7).

DESTAQUES: pelo empate foram escolhidos, pelo time Vermelho, Tiago e pelo time Cinza o meio campista Otávio. 

Parabéns aos dois capitães-técnicos pelas partidas realizadas, com os times escalados em comum acordo e dirigidos cada um à sua maneira, o que justificou o resultado final com ampla vantagem ao Edú. 


REUNIÃO PÓS-JOGO:
Maurão mostrou a todos a nova camisa a ser adquirida para o time. Trouxe um modelo em cor vermelha, mas solicitou que todos se manifestem indicando a cor de preferência. Enviou o site da fabricante e o modelo com as cores existentes. A nova dupla de técnicos-capitães cujos confrontos serão iniciados no próximo sábado, dia 4 de outubro será: ANDERSON vs. RAFAEL, que disputarão também 4 jogos no mês.

www.kangasport.com.br

O escolhido, Mod.Zurick, custará R$ 22,00 a cada atleta, após a definição da cor, + o número nas costas e + distintivo no peito.
No próximo sábado Maurão ainda falará sobre este assunto (camisetas novas do time).

DESTAQUE:

ANIVERSARIANTES DO MÊS DE OUTUBRO:
Otávio, fará 34, dia 9.
Zezinho, fará 50, dia 16.
Rodolpho, fará 46, dia 22.
Padilha completará 80 no dia 31.

PARABÉNS, MUITAS FELICIDADES, MUITAS ALEGRIAS E MUITA SAÚDE A TODOS! 
Votos especiais ao nosso glorioso, veteraníssimo Rui "Padilha", um ícone do nosso futebol, um exemplo de AMIGO, um exemplo de ser humano!!!!